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Passos Coelho não exclui aumento de impostos

Portugal

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"Ninguém deseja mais impostos, mas não se pode excluir nenhuma decisão", afirmou o primeiro-ministro, que esteve reunido cerca de duas horas com representantes da troika

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, afirmou hoje que ninguém no Governo, seja independente, do CDS-PP ou do PSD, deseja sobrecarregar os portugueses com mais impostos, mas defendeu que nesta altura nenhuma decisão pode ser excluída.

Em declarações aos jornalistas, na Autoridade Nacional de Proteção Civil, em Lisboa, o primeiro-ministro começou por referir que considera "há muito tempo" que "a carga fiscal em Portugal é muito elevada", mas sustentou que a situação do país não permite "fazer qualquer alívio da carga fiscal" nesta altura e disse que todos no Governo, "pessoas que tenham uma origem independente, origem no CDS-PP ou no PSD", estão conscientes disso.

"Todos desejaremos, não tenho dúvida nenhuma, ultrapassar as nossas dificuldades sem sobrecarregar mais os portugueses com impostos, mas nenhum de nós - rigorosamente nenhum de nós - está em condições de dizer que não vai tomar uma ou outra decisão se ela tiver de ser adotada", acrescentou Pedro Passos Coelho.

Duas horas com a troika

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, recebeu hoje os representantes da missão da 'troika' que se encontra em Portugal, disse à Lusa fonte do gabinete do primeiro-ministro.

Segundo a mesma fonte, o encontro, que decorreu em São Bento, durou cerca de duas horas.

Está atualmente a decorrer a quinta revisão do programa de assistência a Portugal, que foi iniciada pela 'troika' (constituída por representantes da Comissão Europeia, Fundo Monetário Internacional e Banco Central Europeu) na semana passada.