Visão

Siga-nos nas redes

Perfil

Passos Coelho desafia oposição a apresentar orçamento alternativo

Portugal

  • 333

O primeiro-ministro diz que a proposta do Governo não tem folgas e admite poucas alterações. Mas desafia o PS a avançar com uma alternativa. VEJA OS VÍDEOS

O primeiro-ministro desafiou hoje os partidos da oposição, sobretudo os que ambicionam governar, a apresentarem uma proposta de Orçamento do Estado para 2014 alternativa ao do Governo, que permita reduzir o défice para 4%.

"Os partidos da oposição também podem apresentar propostas, como é evidente. Podem até, como me sugeriam há pouco, ter mais de ambição e apresentar um orçamento alternativo, sobretudo aqueles que têm a ambição de governar ", afirmou Pedro Passos Coelho, no encerramento das jornadas parlamentares conjuntas do PSD e do CDS-PP, na Assembleia da República.

Segundo o primeiro-ministro, esse orçamento alternativo tem de obedecer a alguns princípios: "Respeitar as mesmas metas que são indispensáveis para fecharmos o Programa [de Assistência Económica e Financeira], para podermos, portanto, ter um défice de 4% [do Produto Interno Bruto], que é aquilo a que nos obrigámos, reduzir a despesa, não matar nem sufocar a economia e privilegiar a distribuição o mais equitativa possível dos esforços de consolidação".

Orçamento sem folga

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, afirmou hoje que a proposta do Governo de Orçamento do Estado para 2014 "não tem folgas" e considerou que o espaço para alterações por parte dos deputados é "limitado".

No encerramento das jornadas parlamentares do PSD e do CDS-PP, na Assembleia da República, o primeiro-ministro defendeu que, "se há alguma medida que precise de ser calibrada de outra maneira, isso terá de ter uma contrapartida em alguma outra medida do orçamento", sem "recurso a mais impostos".

Perante as bancadas da maioria PSD/CDS-PP, Pedro Passos Coelho declarou: "Quando tratarmos de reduzir ou flexibilizar uma determinada despesa, temos de apertar alguma outra, mas isso os senhores deputados já sabem que é assim, não estariam à espera de alguma outra coisa, porque se não o Governo não teria cumprido bem com as suas obrigações. Mas esse espaço, sendo limitado, portanto, dadas as condições em que vivemos, é um espaço que existe e que os senhores deputados devem aproveitar".