Visão

Siga-nos nas redes

Perfil

Otelo assume bigamia

Portugal

  • 333

Na biografia Otelo, o Revolucionário, o cérebro do 25 de Abril assume a sua bigamia. De segunda a quinta-feira, vive com Filomena. De sexta a domingo, mora com Dina. As múltiplas facetas de um ícone. VEJA AS FOTOS

A 'legítima' Otelo casou com Dina em 1960
1 / 7

A 'legítima' Otelo casou com Dina em 1960

Teriam dois filhos, Paula e Sérgio. Coabitam três dias por semana
2 / 7

Teriam dois filhos, Paula e Sérgio. Coabitam três dias por semana

Amor da prisão Otelo conheceu Filomena em 1984, quando esteve detido em Caxias. Ela era funcionária na cadeia e tem uma filha do primeiro casamento, que Otelo «adotou». Coabitam quatro dias por semana
3 / 7

Amor da prisão Otelo conheceu Filomena em 1984, quando esteve detido em Caxias. Ela era funcionária na cadeia e tem uma filha do primeiro casamento, que Otelo «adotou». Coabitam quatro dias por semana

Com filomena, numa viagem às Seychelles, em 1992
4 / 7

Com filomena, numa viagem às Seychelles, em 1992

Paula, com 9 meses, e Dina, na Casa do Duque de Bragança, Angola, em maio de 1962
5 / 7

Paula, com 9 meses, e Dina, na Casa do Duque de Bragança, Angola, em maio de 1962

Aqui, a ascensão: o todo poderoso comandante do COPCON, com o seu característico blusão de cabedal
6 / 7

Aqui, a ascensão: o todo poderoso comandante do COPCON, com o seu característico blusão de cabedal

... e depois a queda: No banco dos réus, em Monsanto, 1985
7 / 7

... e depois a queda: No banco dos réus, em Monsanto, 1985

Figura proeminente do Movimento dos Capitães, cérebro do plano operacional do 25 de Abril, importante chefe militar no período do PREC, todo poderoso comandante do Comando Operacional do Continente (COPCON) nesse período, duas vezes candidato à Presidência da República, duas vezes preso, uma das quais por envolvimento na rede terrorista Forças Populares 25 de Abril (FP-25), idolatrado por uns, odiado por outros, Otelo Saraiva de Carvalho, 75 anos, é o grande ícone vivo da revolução portuguesa.

Para figurar nas t-shirts das gerações do pós-revolução, falta-lhe, talvez, apenas, uma foto tão feliz como a que Alberto Korda captou de Che Guevara. E, depois, algum espírito empreendedor de uma qualquer marca comercial de vestuário... Mas a maior surpresa da sua biografia, agora dada à estampa, em livro, pela pena do jornalista Paulo Moura (Otelo, o Revolucionário, da D. Quixote, a lançar no próximo dia 25) é, afinal, uma história de amor.

Excessivo, inconvencional, indisciplinado, romântico, Otelo levou para a vida pessoal a transgressão que, nos anos da Revolução, o tornaram célebre. Na página 13 do livro de Paulo Moura, logo a abrir, o autor revela-nos a outra faceta do revolucionário: "Sente-se bem em família. Tanto, que tem duas. Casou cedo, com uma colega de liceu. Mais tarde, na prisão, teve outro amor. Não foi capaz de abandonar a primeira mulher, nem a segunda. (...) Otelo assume as suas duas mulheres. Aparece em público com elas, não mente a nenhuma, trata-as por igual. Também nisso é organizado. De segunda a quinta vive numa casa; sexta, sábado e domingo passa-os na outra."