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Movimento 'Que se Lixe a Troika' demarca-se do cerco ao parlamento

Portugal

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O movimento 'Que se Lixe a Troika' demarcou-se do protesto de cerco ao parlamento, em Lisboa, que se realiza este sábado, dia para o qual convocou várias manifestações em mais de 40 cidades, incluindo a capital

Um dos membros do movimento 'Que se Lixe a Troika', Nuno Ramos de Almeida, lembrou à agência Lusa que o protesto promovido pela organização em Lisboa começa no Marquês de Pombal e termina no Terreiro do Paço.

Sobre a participação dos manifestantes no cerco ao parlamento, convocado na rede social Facebook, Ramos de Almeida disse que o movimento "não poderá controlar" esta opção.

Mais de 40 cidades, em Portugal e no estrangeiro, vão aderir hoje às manifestações convocadas pelo movimento 'Que se Lixe a Troika' para pedir o fim das políticas de austeridade.

As manifestações ocorrem numa altura em que representantes da "troika" (Fundo Monetário Internacional, Banco Central Europeu e Comissão Europeia) estão em Lisboa para fazer a sétima avaliação ao programa de ajustamento financeiro de Portugal.

Hoje, além da iniciativa do Movimento Que se Lixe a Troika, realiza-se uma outra, em frente à Assembleia da República, designada "cerco ao parlamento".

Enquadrado neste último protesto, o movimento cívico Revolução Branca vai entregar um documento reivindicativo dirigido à presidente da Assembleia da República e a todos os líderes parlamentares.

O documento, um "ultimatum", titula "a não aceitação e o não cumprimento implica o apelo público à desobediência civil eleitoral".

O movimento 'Que Se Lixe a Troika' esteve na origem de uma grande manifestação, a 15 de Setembro, contra a austeridade.

O último cerco ao parlamento, a 14 de Novembro, dia de greve geral, acabou em confrontos entre polícia e manifestantes, de que resultaram várias dezenas de feridos.