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Morrer de pobre

Portugal

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Aumento de suicídios e de doenças transmissíveis são apenas os primeiros sinais da crise na saúde dos portugueses. Se nada for feito, mais - e piores - se seguirão

A crise pode matar? Sim. Disso poucos duvidam. O que ainda está por decidir é como minimizar os efeitos dos problemas económicos na saúde dos portugueses - e dos europeus. Por isso mesmo, um grupo de especialistas respondeu ao desafio do Parlamento Europeu para analisar a situação. Dados numéricos há ainda poucos. Mas a perceção dos profissionais em áreas como as doenças de declaração obrigatória e as taxas de suicídio - dois por dia, em Portugal -, são já preocupantes.

Menos emprego significa menos dinheiro, pior alimentação, sofrimento psicológico, aumento do consumo de drogas e - arriscam alguns estudos - até maiores taxas de homicídio. Segundo o relatório Proteção na Saúde em tempos de crise - Desafios e oportunidades para a Europa, do Journal of Public Health Policy, "ao aumento de 1% do desemprego está associado o crescimento de 0,70% da taxa de homicídios e à subida de 3% da taxa de desemprego está associado uma subida de 28% das mortes por abuso de álcool".

Como alerta um dos participantes na iniciativa, o antigo ministro da Saúde, António Correia de Campos, "tudo leva a crer que esta crise seja muito prolongada e, por isso, o desemprego será a principal questão".

 

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