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Médicos em greve, saúde em serviços mínimos

Portugal

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Os médicos cumprem esta quarta-feira o primeiro de dois dias de greve, durante os quais os serviços públicos de saúde vão funcionar como se fosse fim de semana ou feriado

Um dos pontos altos deste protesto é uma manifestação de médicos "vestidos com bata branca" que está marcada para esta tarde frente ao Ministério da Saúde.

Na base deste protesto estão 20 reivindicações dos clínicos, sendo a mais polémica o fim do concurso de aquisição de serviços médicos.

No pré-aviso de greve, o Sindicato Independente dos Médicos (SIM) e a Federação Nacional dos Médicos (FNAM) recusam "as múltiplas e graves medidas governamentais de restrição no acesso aos cuidados de saúde".

Os clínicos identificam como um dos objetivos deste protesto a defesa do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Os médicos reclamam a defesa da "qualidade do exercício da profissão médica e da sua formação contínua" e recusam "as múltiplas e graves medidas governamentais de restrição no acesso aos cuidados de saúde para um número crescente de cidadãos, colocando permanentes situações dramáticas aos vários sectores de profissionais de saúde".

Durante estes dois dias, os serviços mínimos e os meios necessários são os mesmos que existem aos domingos e feriados nas instituições de saúde.

Segundo consta do pré-aviso da greve, nestes dias os trabalhadores médicos devem garantir a prestação dos cuidados de quimioterapia e radioterapia, de diálise, urgência interna e indispensáveis para a dispensa de medicamentos de uso exclusivamente hospitalar.

Devem igualmente ser assegurados os serviços de imunohemoterapia com ligação aos dadores de sangue, recolha de órgãos e transplantes e os cuidados paliativos em internamento.

Também assegurada deve ser a punção folicular por determinação médica em mulheres cujo procedimento de Procriação Medicamente Assistida (PMA) tenha sido iniciado e decorra em estabelecimento do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Desde a década de 80 - com Leonor Beleza como ministra da Saúde - que as duas forças sindicais, com o apoio da Ordem dos Médicos, não agendavam um protesto com esta amplitude.

Esteve marcada para o primeiro dia deste ano uma greve dos médicos, tendo em conta o valor das horas extraordinárias, mas o protesto acabou por não se concretizar perante a disponibilidade manifestada pelo ministro Paulo Macedo para as negociações.