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Greve com "um impacto fortíssimo" na educação

Portugal

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Segundo o secretário-geral da Federação Nacional dos Professores (Fenprof), Mário Nogueira, a greve desta sexta-feira na Função Pública contra o agravamento da austeridade está a ter "um impacto fortíssimo" na educação

"O balanço que fazemos em relação aos dados que nos chegaram é que a greve está a ter um impacto fortíssimo na educação, com as escolas sem aulas e encerradas um pouco por todo o país", afirmou Mário Nogueira, remetendo para o final da manhã a divulgação de mais dados.

O dirigente da Fenprof apontou as escolas de Almada, Vila Franca de Xira e Moita, onde "todas as EB 2,3 estão encerradas", e Penacova, os conservatórios de música de Coimbra e de Braga e as escolas secundárias dos centros das maiores cidades.

"Pelo menos neste período da manhã, [a greve] teve uma grande adesão, o que também tinha que ser porque neste momento as dificuldades são grandes, mas o ataque também é enorme", acrescentou.

Para Mário Nogueira, os "ataques" do Governo à educação foram "muito evidentes" esta semana, referindo "o benefício de privados, com a delapidação de dinheiros públicos", o Orçamento do Estado e guião da reforma do Estado como sinais "clarinhos de que o futuro para este Governo, e mantendo-se estas políticas, passa pelo desemprego, por reduzir os salários ainda mais, por privatizar, por pôr em causa o futuro das pessoas e da educação, o ensino de qualidade e da escola pública".

A greve dos funcionários públicos foi marcada pelas estruturas sindicais do setor como forma de protesto contra novos cortes salariais e de pensões e o aumento do horário de trabalho, entre outras medidas.

A proposta de lei do Orçamento do Estado entregue no dia 15 de outubro no parlamento pela ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, prevê que seja "aplicada uma redução remuneratória progressiva entre 2,5% e 12%, com caráter transitório, às remunerações mensais superiores a 600 euros de todos os trabalhadores das Administrações Públicas.

O subsídio de Natal dos funcionários públicos e dos aposentados, reformados e pensionistas vai ser pago em duodécimos no próximo ano, segundo a proposta do orçamento, que mantém a aplicação da Contribuição Extraordinária de Solidariedade (CES) sobre as pensões.