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Governo: Um casamento e uma remodelação?

Portugal

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Marcos Borga

Na sequência do anúncio do casamento do ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, intensificou-se a especulação sobre mudanças no Executivo

Foram três os indícios que puseram o povo "laranja" a falar, novamente, de remodelação:

  1. a notícia do casamento, em março, de Miguel Relvas, que já circulava desde finais de 2012, mas só agora foi divulgada pelo Correio da Manhã;
  2. o facto de vários membros do seu gabinete, incluindo o chefe de gabinete e alguns assessores, terem saído ou estarem de saída do Governo; e
  3. a revelação de que Marco António Costa não será o candidato do PSD à Câmara de Gaia, acolhendo, segundo o próprio, as "preocupações manifestadas pelo senhor primeiro-ministro". 

Conjugadas, estas notícias constituem, segundo fontes do PSD ouvidas pela VISÃO, o caldeirão perfeito para uma mudança no Executivo de Pedro Passos Coelho. E se, em tempos, Jorge Moreira da Silva era apontado como um possível sucessor do ministro Adjunto, agora, as expectativas apontam para que possa vir a ser Marco António Costa, secretário de Estado da Segurança Social - Moreira da Silva pode ter de avançar em Lisboa, no caso de Fernando Seara recuar.

Outra curiosidade tem que ver com Álvaro Santos Pereira. Se, até aqui, o ministro da Economia era apontado, com insistência, para sair do Governo, nos últimos tempos, ele e, sobretudo, a sua mensagem acerca do crescimento económico, ganharam apoios. António Proa, deputado municipal do partido em Lisboa, destacou "entre precipitações e disparates" sobre o relatório do FMI, "a sensatez da declaração do ministro Álvaro Santos Pereira". Álvaro limitou-se a dizer que este era "um contributo entre muitos". E Luís Filipe Menezes assumiu que "este Álvaro não é nada mau", porque "tem um trabalho hercúleo com vários ex-ministérios sobre a sua alçada e é uma pessoa determinada, tranquila, jovem". Segundo o autarca, quiseram "fazer a cova com ele vivo" e vão ter de o engolir durante muitos anos.