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'Este orçamento é o passaporte para o pós-troika', garante Passos

Portugal

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O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, defendeu esta quinta-feira que a proposta de Orçamento do Estado para 2014 é a chave para Portugal fechar esta fase de "dependência extrema" e o passaporte do país para o pós-'troika'

"Com a conclusão do nosso programa de assistência em junho de 2014 - daqui por oito meses -, o Orçamento do Estado a aprovar pela Assembleia da República será a chave com que fecharemos a porta a esta fase de dependência extrema e de imitação severa da nossa autonomia, e será simultaneamente a chave com que abriremos o período do pós-'troika'", declarou Pedro Passos Coelho, na abertura do primeiro dia de debate da proposta de Orçamento do Estado para 2014 na generalidade, na Assembleia da República.

"É assim que esta proposta de Orçamento do Estado deve ser vista: como o passaporte do país para o seu futuro pós-'troika'", reforçou o chefe do executivo PSD/CDS-PP.

Na resposta, o líder socialista defendeu que a 'troika' pode ir embora em junho, "mas os problemas ficam cá".

O secretário-geral do PS, António José Seguro, sustentou mesmo que Portugal terá problemas mais graves quando a 'troika' sair do que quando chegou em maio de 2011, ideia fortemente contestada pelo primeiro-ministro.

António José Seguro abriu o debate parlamentar da proposta de Orçamento do Estado para 2014, na generalidade, na Assembleia da República, com um diagnóstico negro sobre os cortes na educação, na saúde, nos salários da função pública, nas reformas e nas pensões.

"Esta não é uma proposta de Orçamento do Estado, mas um plano de cortes para empobrecer o nosso país", advogou o líder socialista, alegando que o documento do Governo "não reflete qualquer estratégia de finanças públicas" para aumentar a competitividade económica ou para melhorar a coesão social.