Visão

Siga-nos nas redes

Perfil

Esquerda unida na demissão do Governo mas em divergência na alternativa

Portugal

  • 333

PS, PCP e BE concordaram na quinta-feira à noite com o derrube do Governo, mas os socialistas insistiram na ideia da renegociação do processo de ajustamento, enquanto bloquistas e comunistas exigiram a rutura com a 'troika'. VEJA AS FOTOS

Chegue atrasado Por duas razões: Em primeiro lugar para evitar ter de fazer sala com aquela colega aborrecida com quem nunca trocou uma palavra e que é sempre a primeira a chegar; E em segundo, porque, assim, quando chegar, todos terão uma desculpa para interromper as conversas de circunstância: "Olha quem chegou!"
1 / 13

Chegue atrasado Por duas razões: Em primeiro lugar para evitar ter de fazer sala com aquela colega aborrecida com quem nunca trocou uma palavra e que é sempre a primeira a chegar; E em segundo, porque, assim, quando chegar, todos terão uma desculpa para interromper as conversas de circunstância: "Olha quem chegou!"

Nunca se ofereça para planear... e muito menos para limpar Os "homens a sério", garante a GQ, deixam os detalhes sujos para os outros, porque estão ocupados a ter ideias fantásticas
2 / 13

Nunca se ofereça para planear... e muito menos para limpar Os "homens a sério", garante a GQ, deixam os detalhes sujos para os outros, porque estão ocupados a ter ideias fantásticas

Leve sempre um acompanhante É a melhor desculpa para ser anti-social
3 / 13

Leve sempre um acompanhante É a melhor desculpa para ser anti-social

Guarde as substâncias ilícitas para quando o patrão estiver a falar Pode querer sair dalí quando estiver a ouvir falar do ótimo desempenho da empresa que em nada reverte para si
4 / 13

Guarde as substâncias ilícitas para quando o patrão estiver a falar Pode querer sair dalí quando estiver a ouvir falar do ótimo desempenho da empresa que em nada reverte para si

Se não houver um «depois da festa», faça com que haja Só para o caso de precisar desanuviar depois da festa oficial
5 / 13

Se não houver um «depois da festa», faça com que haja Só para o caso de precisar desanuviar depois da festa oficial

Coma antes de ir Com todos os cortes que todas as empresas estão a enfrentar, é melhor não arriscar
6 / 13

Coma antes de ir Com todos os cortes que todas as empresas estão a enfrentar, é melhor não arriscar

Se não for bar aberto não é uma festa Neste caso, o melhor é mesmo desistir
7 / 13

Se não for bar aberto não é uma festa Neste caso, o melhor é mesmo desistir

Não se envolva sexualmente com um colega Há um dia seguinte. De trabalho. É bom não esquecer
8 / 13

Não se envolva sexualmente com um colega Há um dia seguinte. De trabalho. É bom não esquecer

Adele
9 / 13

Adele

Rita Pereira
10 / 13

Rita Pereira

Bernardo Sassetti
11 / 13

Bernardo Sassetti

Thanks Dad. #astonmartin
12 / 13

Thanks Dad. #astonmartin

Watch Wednesday #rkoi by calliedweber #rolex #hermes
13 / 13

Watch Wednesday #rkoi by calliedweber #rolex #hermes

Estas posições ficaram patentes nos discursos proferidos pelo socialista Ramos Preto, pela bloquista Cecília Honório e pelo comunista João Ferreira na conferência "Libertar Portugal da austeridade", dinamizada pelo ex-Presidente da República Mário Soares, que encheu a Aula Magna de Lisboa.Com várias figuras do PS na plateia, como o ex-ministro Pedro Silva Pereira e o ex-secretário-geral Ferro Rodrigues, o deputado socialista Ramos Preto considerou que o Governo se serviu do memorando e usou o seu texto "fora do contexto em que foi assinado como um pretexto para ir além da 'troika'  sem qualquer embaraço, violando o seu contrato eleitoral". 

"O Governo e a 'troika' decidiram não ouvir o PS e os resultados estão  à vista: destruição de 458 mil postos de trabalho, dívida pública a atingir  127% do Produto Interno Bruto, défice em clara derrapagem, espiral recessiva  e dificuldade em cumprir os compromissos junto dos credores", referiu Ramos  Preto. 

O socialista defendeu que há um caminho alternativo, tendo como base  um novo governo legitimado por eleições e "a renegociação das condições  de ajustamento, que dê sentido ao esforço nacional dos portugueses". 

"Este Governo viola as suas promessas eleitorais e executa um programa  para o qual não tem mandato. Deixou de ter legitimidade de exercício e só  há uma maneira de reconduzir o país: ouvir o povo através de eleições livres",  salientou. 

Em representação do Bloco de Esquerda, a deputada Cecília Honório defendeu  que o "fim da ditadura dos credores" só acabará com uma solução à esquerda.

"A chantagem da dívida exige convergências populares. Qualquer proposta  de manutenção do memorando produzirá um governo ainda pior do que o atual",  disse, num recado dirigido a alguns setores do PS. 

Para Cecília Honório, só um governo de esquerda será capaz de desenhar  um novo mapa político. 

"O que foi roubado terá de ser devolvido, a proteção legal destruída  tem de ser recuperada", advogou a dirigente do Bloco de Esquerda, recebendo  palmas da plateia. 

Mais clara foi a demarcação do eurodeputado comunista João Ferreira  face à linha política assumida pela atual direção do PS. 

"No atual contexto, a alternativa passa, tem de passar, por uma política  patriótica de esquerda e por um governo que a concretize. Uma política patriótica  que recuse a ideia atávica de que a solução para os nossos problemas sempre  dependerá de terceiros, ou pior, a ideia de que essa solução passa por aprofundar  os caminhos que nos conduziram a muitos desses problemas", disse, numa crítica  à via federalista europeia. 

Para João Ferreira, pelo contrário, a alternativa deve "recuperar imprescindíveis  instrumentos de soberania económica, monetária e orçamental, propondo vencer  atrasos, bloqueios e défices crónicos do país". 

"Uma política patriótica e um Governo patriótico que rejeite de imediato  o programa da 'troika', subscrito por PS, PSD e CDS, e que encete uma renegociação  da dívida pública, nos seus montantes, juros, prazos e condições de pagamento",  apontou ainda o responsável do PCP. 

"Vim de Coimbra para dizer basta", declarou a líder da associação de  Aposentados Pensionistas e Reformistas (APRE), Maria do Rosário Gama, independente,  que discursou imediatamente a seguir ao ex-Presidente da República Mário  Soares. 

Maria do Rosário Gama acusou o Governo de ser subserviente em relação  aos "desejos" da 'troika' e de permitir que o poder financeiro imponha as  suas regras, concentrando o capital. 

"Que jeito deu ao Governo o memorando da 'troika', que forma hábil de  cumprir desejos íntimos e de implementar um programa neoliberal. Nós reformados  estamos a ser alvo de uma ofensiva mesquinha, somos considerados um fardo  social, somos os não utilitários, sem direitos para além dos mínimos necessários  à sobrevivência", afirmou a apoiante das candidaturas presidenciais de Manuel  Alegre.