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Emprego será o coração das políticas de um Governo PS

Portugal

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Num discurso em que acusou Cavaco Silva de resignação perante a crise, António José Seguro que a prioridade de um futuro Governo socialista é reduzir para metade o desemprego jovem

O secretário-geral do PS afirmou hoje que a celebração de um "pacto para o emprego" até 2020 será a prioridade de um futuro Governo socialista, tendo como um dos objetivos a redução para metade do desemprego jovem.

António José Seguro enunciou esta medida no seu discurso de abertura do XIX Congresso Nacional do PS, em Santa Maria da Feira, no ponto em que disse que um executivo socialista adotará "um novo rumo" assente em três pilares: "um novo desenvolvimento; uma nova Europa e um novo compromisso com o contrato social.

"O novo rumo tem uma prioridade: emprego, emprego, emprego", acentuou.

"Cavaco errou ao traçar quadro de resignação"

O secretário-geral do PS considerou hoje que o Presidente da República "errou" no discurso do 25 de Abril ao negar um caminho alternativo de esperança contra a crise e ao traçar "um quadro de resignação".

António José Seguro fez esta referência ao discurso proferido pelo chefe de Estado, Cavaco Silva, na Assembleia da República, na quinta-feira, durante a sessão solene do 25 de Abril, já na parte final da sua intervenção, o que motivou uma curta reação de apupos por parte da sala quando foi referido o nome do Presidente da República.

Seguro considerou que "erram aqueles que negam ao nosso país o direito a podermos acreditar que há um caminho diferente do prosseguido por este Governo para encarar e resolver os problemas nacionais".

"O país não aguenta mais este Governo"

O secretário-geral do PS, António José Seguro, afirmou hoje que a situação de "tragédia social" em Portugal tem um rosto, o primeiro-ministro, e que o país já não aguenta nem esta política, nem este Governo.

António José Seguro falava na sessão de abertura do XIX Congresso Nacional do PS em Santa Maria da Feira, depois de intervenções do líder socialista espanhol, Alfredo Pérez Rubalcaba, da presidente do PS, Maria de Belém, e do líder dos socialistas de Aveiro, Pedro Nuno Santos.

O líder socialista referiu que a tradição aconselha que a primeira intervenção de um secretário-geral do PS seja sempre dedicada ao estado do partido, mas declarou que iria antes falar do estado do país.

"PS honrará dívidas do país"

O secretário-geral do PS renovou ainda a promessa, "sem lugar a equívocos", de que um seu Governo honrará o pagamento das dívidas do país e, no plano político, salientou que quer liderar um consenso abrangendo democratas-cristão e socialistas.

A questão da dívida externa e a política de alianças do PS foram dois dos pontos que António José Seguro procurou fixar logo no seu discurso de abertura do XIX Congresso do PS.

Quanto à forma de regressar ao poder, Seguro recebeu uma salva de palmas quando reafirmou que "o PS só voltará ao governo por vontade dos portugueses", ou seja, na sequência de eleições.