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Comboios com fortes perturbações até sábado devido a greves

Portugal

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Os comboios vão sofrer várias perturbações ao longo desta semana, em especial no feriado de 5 de Outubro, devido à greve convocada por vários sindicatos contra as medidas de austeridade e as alterações ao Código de Trabalho

O Sindicato Nacional dos Maquinistas (SMAQ) comunicou no domingo à CP que "desagrava as condições da greve" nos serviços regionais entre hoje e quinta-feira, disse à agência Lusa a porta-voz da empresa de transporte ferroviário, Ana Portela.

Segundo a mesma fonte, isso significa que, exclusivamente no caso dos serviços regionais, o SMAQ retirou a greve às duas primeiras horas de cada turno, mantendo a paralisação relativa às horas extraordinárias e aos feriados, "que já vem desde 01 de janeiro".

Ana Portela acrescentou que este desagravamento da greve "é válido para o período entre 01 e 04 de outubro", isto é até quinta-feira, mantendo-se a paralisação geral marcada para 05 de outubro, sexta-feira, pois o sindicato conserva o pré-aviso para os dias feriados.

No sábado, a situação deverá retomar a normalidade, podendo ainda ocorrer algumas perturbações durante a manhã até à regularização dos serviços.

Neste contexto, a CP recomenda aos clientes a consulta dos seus canais de contacto e informação para programação das suas deslocações, nomeadamente bilheteiras, o 'call center' ou a página na Internet.

Os maquinistas estão a fazer greve desde as 00:00 de hoje às primeiras duas horas do turno, situação que se manterá nos próximos quatro dias. A paralisação é um protesto contra a "espoliação dos salários", disse à Lusa o presidente do Sindicato Nacional dos Maquinistas (SMAQ).

No dia 05 de Outubro, em que se comemora a Implantação da República, a greve será total contra as alterações introduzidas pela revisão ao Código do Trabalho, que contemplam uma redução de 50 por cento no valor pago por trabalho em dia feriado.

António Medeiros explicou que "o objectivo é lutar contra as medidas que anulam a contratação colectiva", realçando que "é um protesto contra a empresa e contra as medidas do Governo".

"Estão a colocar-nos numa situação de espoliação dos nossos salários, das nossas condições de vida e da nossa dignidade. Não podemos aceitar esta indignidade a que nos estão a sujeitar", declarou o dirigente sindical.