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CGTP não desiste da marcha na ponte 25 de Abril

Portugal

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Luís Barra

O secretário-geral da CGTP-IN, Arménio Carlos, refutou a existência de "questões técnicas de segurança" e lembrou as provas de atletismo que habitualmente se realizam na ponte

A CGTP-Intersindical Nacional mantem a intenção de realizar uma marcha na Ponte 25 de Abril, a 19 de outubro, apesar de se terem invocado "pretextos falsos e mentirosos" no parecer técnico desfavorável do Sistema de Segurança Interna.

O secretário-geral da CGTP-IN, Arménio Carlos, refutou a existência de "questões técnicas de segurança" e considerou que o "problema deixou de ser técnico e passou a ser político", acrescentando que "o que é normal para um corrida [de atletismo] não é para uma manifestação".

O Sistema de Segurança Interna deu um parecer técnico desfavorável à realização, da marcha de protesto cujo itinerário inclui a ponte 25 de Abril, invocando diversos riscos de segurança.

Em comunicado, o Sistema de Segurança Interna (SSI) adianta que, após reunião extraordinária do Conselho de Segurança da Ponte 25 de Abril, a 04 de outubro último, foi emitido um parecer técnico desfavorável à realização do evento para o itinerário da marcha comunicada pela CGTP e que o documento foi transmitido aos gabinetes dos presidentes das Câmaras Municipais de Lisboa e Almada e à PSP, enquanto Autoridade Policial territorialmente responsável pela segurança.

A sustentar o parecer técnico desfavorável são invocados "diversos riscos de segurança", em especial o "número desconhecido de participantes", a "inexistência de meios preparados para garantir a segurança dos equipamentos e dos acessos à plataforma ferroviária da ponte" e ainda o que "toca à gestão dos acessos" à dita infraestrutura.