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CGTP e UGT discutem convergência na ação contra austeridade

Portugal

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Marcos Borga

A CGTP e a UGT reúnem-se esta quinta-feira, naquele que é o primeiro encontro entre as duas centrais sindicais desde a eleição do novo secretário-geral, Carlos Silva, para discutirem a convergência na ação contra as políticas de austeridade

No entanto, a véspera do encontro entre as duas estruturas sindicais, que estavam até ao momento de costas voltadas devido a divergências resultantes da assinatura do acordo de Concertação Social pela UGT - e que deixou de fora a CGTP - ficou marcada pelas declarações de Arménio Carlos.

Na quarta-feira, o secretário-geral da CGTP afirmou lamentar que a UGT esteja a "lançar gasolina para a fogueira", em vésperas de uma reunião que devia ser de "unidade na ação" contra as políticas do Governo.

Arménio Carlos reagia às declarações de Carlos Silva, que, em declarações à Lusa, indicou que a reunião pedida à Intersindical para apresentação de cumprimentos da sua nova equipa devia ser uma "ocasião para trocar impressões sobre a atualidade e para apelar à unidade na ação, mas com respeito mútuo", numa referência aos apupos e assobios dirigidos na segunda-feira aos dirigentes da Federação Sindical da Administração Pública (FESAP, afeta à UGT), quando estes saíram do Ministério da Finanças.

Carlos Silva, que foi eleito no XII congresso da UGT, que se realizou em Lisboa a 20 e 21 de abril, tem defendido a necessidade de unidade na ação com a CGTP e os seus sindicatos para melhor defesa dos direitos e interesses dos trabalhadores.

O encontro entre as duas centrais sindicais realiza-se na sede da CGTP, no âmbito de uma ronda de contactos que a UGT está a fazer com os partidos, parceiros sociais e órgãos de soberania para lhes dar conta das conclusões do congresso da central.