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Cem mostram ao FMI "quem manda aqui"

Portugal

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Cerca de uma centena de pessoas concentrou-se quarta-feira, ao início da noite, em frente ao gabinete do Fundo Monetário Internacional (FMI), em Lisboa. VEJA AS FOTOS

No Projeto Casa, em Azeitão, todas as noites há cerca de 80 famílias à espera de que sobre comida nos restaurantes da zona, para apaziguarem os seus estômagos. Mas os restaurantes também estão em crise
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No Projeto Casa, em Azeitão, todas as noites há cerca de 80 famílias à espera de que sobre comida nos restaurantes da zona, para apaziguarem os seus estômagos. Mas os restaurantes também estão em crise

N'A casinha da Lasanha, sobraram hoje apenas três pescadinhas e umas poucas doses de sopa.O pequeno take-away de Azeitão ajuda com o que pode, sabendo que há ex-clientes entre aqueles que agora pedem apoio alimentar
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N'A casinha da Lasanha, sobraram hoje apenas três pescadinhas e umas poucas doses de sopa.O pequeno take-away de Azeitão ajuda com o que pode, sabendo que há ex-clientes entre aqueles que agora pedem apoio alimentar

Este trabalho é feito por voluntários que todos os dias dão algum do seu tempo, para ajudar na recolha e distri buição dos alimentos
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Este trabalho é feito por voluntários que todos os dias dão algum do seu tempo, para ajudar na recolha e distri buição dos alimentos

O transporte das refeições muitas vezes é feito nos carros particulares dos voluntários,mas com as devidas condições de acondicionamento
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O transporte das refeições muitas vezes é feito nos carros particulares dos voluntários,mas com as devidas condições de acondicionamento

A lista das famílias carenciadas cresce de noite para noite
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A lista das famílias carenciadas cresce de noite para noite

Os coordenadores do projeto ponderam, por isso, começar a cozinhar algumas refeições para dar resposta a todos os que batem à porta desta Casa
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Os coordenadores do projeto ponderam, por isso, começar a cozinhar algumas refeições para dar resposta a todos os que batem à porta desta Casa

Na mesma noite, são redistribuídas pelas famílias inscritas
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Na mesma noite, são redistribuídas pelas famílias inscritas

A espera muitas vezes é feita na rua ao frio e à chuva
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A espera muitas vezes é feita na rua ao frio e à chuva

A família Lopes só se desloca de carro uma vez por semana pois não tem dinheiro para o combustível
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A família Lopes só se desloca de carro uma vez por semana pois não tem dinheiro para o combustível

O regresso a casa
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O regresso a casa

É quase meia-noite quando Tiago Anselmo, de 9 anos, começa a jantar. O irmão João, de 4 anos, já dorme, ao lado da bisavó Arminda, de 90 anos.
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É quase meia-noite quando Tiago Anselmo, de 9 anos, começa a jantar. O irmão João, de 4 anos, já dorme, ao lado da bisavó Arminda, de 90 anos.

Cerca de uma centena de pessoas concentrou-se quarta-feira, ao início da noite, em frente ao gabinete do Fundo Monetário Internacional (FMI), em Lisboa, para pedir a saída de Portugal desta organização, num protesto marcado pela Plataforma 15 de Outubro, para a avenida da República.

"Fora, fora já daqui, a fome, a miséria e o FMI!", "Quem deve aqui dinheiro é o banqueiro" e "Vamos lá ver quem decide o meu salário, se é o povo unido, se é o fundo monetário" são as palavras de ordem mais ouvidas entre os manifestantes, que estão em frente à porta do FMI, da qual estão separados por barreiras de proteção, colocadas pela polícia.

Entre os cartazes exibidos pelos participantes do protesto está uma faixa branca com a palavra "Fora", ladeada pelas fotografias do primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, e do ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas.

Alguns dos manifestantes apresentaram-se de cara coberta pelas máscaras que identificam o movimento ativista "Anonymous".

Davide Santos, da Plataforma 15 de Outubro, disse à agência Lusa que o protesto tem por alvo "as atrocidades das políticas" do FMI, "que estão a levar os portugueses à miséria". Além da saída do FMI de Portugal, Davide Santos adiantou ainda, como objetivo dos manifestantes, a demissão do Governo.

A entrada no edifício que alberga o gabinete do FMI esteve sempre protegida por polícias.