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Cavaco quer acordo de 'salvação nacional' entre PSD, PS e CDS

Portugal

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O Presidente considera que a realização de eleições antecipadas seria um "cenário extremamente negativo para Portugal" e propõe um "compromisso de salvação nacional" entre os três partidos que assinaram o memorando com a troika. Legislativas só depois do final do programa de ajustamento da troika. VEJA O VÍDEO

O Presidente da República propõe um "compromisso de salvação nacional" entre PSD, PS e CDS que permita cumprir o programa de ajuda externa e que esse acordo preveja eleições antecipadas a partir de junho de 2014.

"Esta crise é diferente de todas as outras que Portugal conheceu no passado, por estar ligado a um exigente programa de assistência financeira", lembrou o Presidente, classificando a atual crise como "um dos momentos mais difíceis da História do seu regime democrático".

Ao longo de 20 minutos, Cavaco Silva sublinhou por várias vezes as consequências negativas que, considera, teria para o País a realização, já em setembro, de eleições antecipadas, podendo mesmo obrigar a um novo pedido de ajuda externa, sem garantias de aprovação. 

O chefe de Estado apresenta, por isso, a sua proposta: um "compromisso de salvação nacional" entre PSD, PS e CDS. Sublinhando não poder "impô-lo aos partidos", o Presidente instou os partidos a chegarem a um entendimento e "conluir que esta é a melhor solução que serve aos portugueses".

O compromisso deverá, esclareceu ainda Cavaco Silva, estabelecer o calendário mais adequado para a realização de eleições antecipadas, que deverão ter lugar depois do final do atual programa de assistência financeira, ou seja, a partir de junho do próximo ano.

"Chegou a hora da responsabilidade dos agentes politicos. As decisões que forem tomadas nos próximos dias irão condicionar o futuro dos portugueses durante vários anos", alertou.

"Irei contactar de imediato os responsáveis dos partidos que subscreveram o Memorando de Entendimento para analisarmos a solução que proponho", adiantou Cavaco Silva, sem nunca se referir explicitamente à solução apresentada publicamente pelo primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, no sábado e que passava pela subida do líder do CDS-PP e ministro demissionário dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, a vice primeiro-ministro.