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Cavaco elogia responsabilidade dos partidos e alerta para adversários do acordo

Portugal

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Numa declaração aos jornalistas que o acompanham na visita às Ilhas Selvagens, o Presidente da República diz ter quase a certeza que os três partidos vão conseguir chegar a um acordo. Estes, por seu lado, dizem que estão a "aprofundar a discussão"

O Presidente da República sublinhou hoje o "sentido de responsabilidade" do PSD, PS e CDS-PP nas negociações para o compromisso de "salvação nacional", mas alertou para existência de adversários que tudo farão para evitar a concretização do acordo.

"Existem adversários do acordo do compromisso de salvação nacional, os senhores sabem muito bem isso, e que tudo farão para que ele não se concretize e que não irão olhar a meios para que ele não se concretize", afirmou o chefe de Estado, em declarações aos jornalistas nas Ilhas Selvagens, na Madeira.

O Presidente da República disse ainda identificar-se totalmente com o apelo da UGT e parceiros sociais para a rápida concretização do acordo de "salvação nacional", sublinhando que são eles que criam empregos em Portugal.

"Estou totalmente identificado com a declaração que foi produzida pela UGT, pela Confederação dos Agricultores de Portugal, pela Confederação da Indústria, pela Confederação do Turismo, pela Confederação do Comércio, em que esse parceiros sociais dirigem um veemente apelo aos partidos que estão a negociar para que coloquem de lado os interesses partidários, estejam à altura do momento e que tão rapidamente quanto possível cheguem a um acordo de salvação nacional", afirmou o chefe de Estado.

Partidos "aprofundam discussão"

PSD, PS e CDS-PP afirmaram, por seu lado, ter aprofundado a discussão de "documentos e contributos" apresentados pelas respetivas delegações na quinta reunião realizada com vista a um acordo de médio prazo proposto pelo Presidente da República.

Esta afirmação foi feita num comunicado divulgado pelos três partidos, no qual não há nenhuma indicação quanto ao rumo das conversações oficialmente iniciadas no domingo, nem é anunciada nenhuma data para uma nova reunião entre PSD, PS e CDS-PP.

Contudo, questionado pela comunicação social, à saída da sede dos centristas, local desta reunião, o dirigente social-democrata Jorge Moreira da Silva disse que "o processo não terminou" e que as partes tinham acertado apenas falar quando este estivesse concluído.