Combustíveis: não há entendimento, "novas formas de luta" podem ser anunciadas hoje
21.08.2019 às 9h41
O ministro das Infraestruturas garante que o Governo tudo fez para que patrões e sindicatos não fossem para a mesa de negociações com "pré-condições", mas a estrutura que representa os motoristas não aceitou esta condição. O Sindicato diz que a Antram não quis evitar possível greve dos motoristas "por 50 euros"
"Tentámos por todas as vias fazer com que as partes deixassem cair as pré-condições. Uma das partes não quis, mas, obviamente, uma mediação tem como objetivo chegar a resultados, eles não podem ser impostos antes de a mediação se iniciar", afirmou Pedro Nuno Santos aos jornalistas, no Ministério das Infraestruturas e da Habitação, em Lisboa.
O Governo aprovou na segunda-feira, em reunião eletrónica do Conselho de Ministros, o fim da crise energética declarada há 10 dias devido à greve de motoristas de pesados, a partir das 23:59 desse dia.
No domingo, o Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP) decidiu, em plenário, desconvocar a greve, que se iniciou no dia 12.
A paralisação foi inicialmente convocada pelo SNMMP e pelo Sindicato Independente dos Motoristas de Mercadorias (SIMM), mas este último desconvocou o protesto na quinta-feira à noite, após um encontro com a Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias (Antram) sob mediação do Governo.
Sindicato diz que Antram não quis evitar possível greve dos motoristas "por 50 euros"
O advogado do Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP), Pedro Pardal Henriques, disse na terça-feira, à saída de uma reunião com o Governo, que a Antram "não quis evitar uma possível greve por 50 euros".
"A Antram não quis evitar estas novas formas de luta ou uma possível greve por 50 euros", afirmou o representante do SNMMP à saída de uma reunião com o Governo, no Ministério das Infraestruturas e Habitação, em Lisboa.
Pedro Pardal Henriques defendeu que o SNMMP quis assegurar que um possível processo de mediação não começaria sem "dois pedidos essenciais", que fossem valorizados os trabalhadores e que recebessem pelo trabalho que fazem.
O representante do sindicato remeteu para quarta-feira o anúncio de eventuais novas formas de luta por parte dos trabalhadores.
com Lusa
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