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Europeias: PS escolhe jovem independente de Coimbra para mandatária

Portugal

Diana Tinoco

Filipa Maia Fernandes tem 18 anos e foi escolhida pelo secretário-geral do PS para representar a lista dos socialistas às europeias de maio

É de Coimbra, tem 18 anos e vai ser a mandatária da lista do PS às europeias de 26 de maio, encabeçada por Pedro Marques. O nome vai ser oficialmente apresentado na segunda-feira, com a entrega das listas no Tribunal Constitucional, mas a VISÃO sabe que o objetivo da escolha de Filipa Maia Fernandes passa por reforçar o destaque que o secretário-geral do partido quer dar à geração que nasceu no virar do milénio e que vai votar pela primeira vez nestas eleições.

António Costa disse-o na convenção do Partido Socialista Europeu, no final de fevereiro, e voltou a insistir na ideia já em Lisboa, num encontro com a Juventude Socialista, em março. Estas "são as eleições onde, pela primeira vez, vão votar os cidadãos que nasceram no século XXI" e, por isso, "não poderiam deixar de ser eleições do século XXI para o século XXI e para a geração do século XXI".

Filipa Maia Fernandes é a personificação dessa imagem e o nome da jovem estudante surge precisamente nesse contexto. Aos 17 anos, já tinha sido escolhida entre um grupo de 30 jovens europeus para liderar a "Students Agency", um organismo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) que pretende dar voz às gerações mais novas junto dos principais responsáveis politicos.

E já em 2017 tinha sido escolhida pelo secretário de Estado da Educação, João Costa, para representar Portugal na Conferência Internacional "Education 2030", em Paris.

Atualmente, é estudante de Relações Internacionais na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra. "Apesar de receber muitas críticas, principalmente por ser nova e ser mulher – porque, como sou uma menina, devia estar mais calada – sou muito mandona. Continuo a afirmar-me e não gosto de ser apenas a minha voz, gosto de ser também a voz dos outros", dizia numa entrevista que deu no início do ano passado.

No seu perfil no LinkedIn, diz que, desde que se lembra, sempre sentiu necessidade de "ajudar os outros e dar-lhes voz", sobretudo àqueles que "não sabem que têm uma". E também aí assumia que gostava de política e que "queria ser diplomata".