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Apartamentos, quadros e móveis de Duarte Lima estão em leilão

Portugal

Luís Barra

Dois apartamentos do ex-líder parlamentar do PSD, num 11º andar nas Avenidas Novas, em Lisboa, estão a ser leiloados por um preço mínimo de 1,96 milhões de euros. Pinturas, aguarelas, móveis, sofás e um órgão também podem ser comprados via leilão eletrónico

Quem quiser comprar a casa de 500 metros quadrados de Domingos Duarte Lima pode agora fazê-lo, desde que disponha de quase dois milhões de euros. Na verdade, são dois apartamentos que foram unidos, no 11º andar do nº1 da Avenida Visconde Valmor, na freguesia das Avenidas Novas, em Lisboa: um T6 com 274 metros quadrados, e um T4 com 227 metros quadrados, servidos por uma garagem box com dois lugares de estacionamento. Entraram à venda esta quarta-feira na leiloeira OneFix e podem ser adquiridos por um valor base de 1,96 milhões de euros a quem fizer a melhor oferta até às 15h do dia 3 de abril, hora em que o leilão eletrónico será encerrado.

As visitas ao imóvel poderão ser feitas com marcação prévia nos dias 20 e 27 de março e no dia 3 de abril.

Na mesma leiloeira, também está à venda outra parte do património do ex-líder parlamentar do PSD até às 15h05 do mesmo dia, 3 de abril. São pinturas a óleo, aguarelas, esculturas, sofás, mesas, cadeirões, candeeiros e até um órgão Ahlborn modelo Hymnus 350. O conjunto pode ser adquirido por 40 mil euros.

A venda ocorre no âmbito de um processo de insolvência de Duarte Lima no Tribunal de Comércio de Lisboa. Os credores - entre os quais se incluem a Parvalorem, o Novo Banco e os herdeiros do empresário Tomé Feteira - tinham decidido, já em dezembro de 2016, que o património do ex-deputado do PSD seria liquidado para que fossem ressarcidos de parte das dívidas acumuladas por Duarte Lima, que deverá ser julgado em Portugal pelo alegado homicídio de Rosalina Ribeiro, no Brasil, e está a um fio de ser preso no caso Homeland, depois de ter visto a sua última hipótese de evitar uma pena de seis anos de prisão por burla ao BPN ser rejeitada pelo Tribunal Constitucional.

Só no caso da Parvalorem, que gere os ativos tóxicos do BPN, está em causa uma dívida de cerca 20 milhões de euros. Acrescem mais 10,9 milhões de euros reclamados pelo Novo Banco e cerca de 9 milhões de euros reivindicados pelos herdeiros de Tomé Feteira.

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