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Plataforma online para financiar greve dos enfermeiros atingiu meta de 400 mil euros

Portugal

Christopher Furlong / GettyImages

A recolha de fundos 'online' para financiamento da "greve cirúrgica" dos enfermeiros, com início previsto para segunda-feira, ultrapassou hoje os 400 mil euros, a meta pretendida

Às 11:20 deste sábado o valor estava nos 400.777 euros.

A greve convocada para segunda-feira segue o modelo da que já ocorreu entre 22 de novembro e 31 de dezembro.

Um movimento de enfermeiros lançou uma recolha de dinheiro numa plataforma 'online' para ajudar a financiar os colegas durante a paralisação.

Na ocasião, a recolha de fundos atingiu 360 mil euros.

Para a nova paralisação a recolha decorre até segunda-feira, tendo ultrapassado hoje a meta pretendida de 400 mil euros.

O financiamento colaborativo, ou 'crowdfunding', é o tipo de financiamento de entidades, nomeadamente pessoas coletivas (nas quais se incluem os sindicatos), das suas atividades e projetos, através do seu registo em plataformas eletrónicas acessíveis na Internet, com o objetivo de angariar investimento proveniente de investidores individuais.

O 'crowdfunding' é regulado pelo Regime Jurídico do Financiamento Colaborativo, previsto na Lei 102/2015, de 24 de agosto, com as alterações introduzidas pela Lei nº 3/2018, de 09 de fevereiro.

Existem várias modalidades de financiamento colaborativo: donativo, recompensa, capital e empréstimo, sendo que os enfermeiros recorreram ao financiamento colaborativo através de donativo, sem entrega de contrapartida pecuniária.

Na sexta-feira a Associação Sindical Portuguesa dos Enfermeiros (ASPE) disse à Lusa que os sindicatos de enfermeiros mantêm a "greve cirúrgica" com início previsto para segunda-feira, mas admitem suspendê-la se o Governo confirmar antes do arranque da paralisação uma nova reunião negocial a 17 de janeiro.

"Neste momento, nós comprometemo-nos a suspender a greve caso nos seja confirmada a reunião de dia 17 com os dois ministérios [Saúde e Finanças] e com esta mesa negocial para tentarmos de facto chegarmos a um compromisso", disse à Lusa Lúcia Leite, dirigente da ASPE.

Nesta segunda greve cirúrgica, a decorrer entre 14 de janeiro e 28 de fevereiro, a paralisação poderá afetar blocos cirúrgicos de sete centros hospitalares: os dois centros do Porto, Braga, Vila Nova de Gaia/Espinho, Entre Douro e Vouga, Tondela/Viseu e Garcia de Orta.

com Lusa

  • Quem nos trata da saúde?

    Editorial

    É preciso atender a muitas necessidades do SNS, com vários problemas crónicos e, nalguns casos, assente na boa vontade, na dedicação e no brio dos profissionais de saúde, com justas reclamações que têm efeitos diretos nas nossas vidas