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Suspeitas sobre a reconstrução de casas ardidas chegam a Castanheira de Pera e Figueiró dos Vinhos

Portugal

Marcos Borga / Arquivo VISÃO

Relatório oficial do IHRU, entregue ao Governo e à CCDR Centro após os incêndios de junho de 2017, mostra que o número de primeiras habitações afetadas pode ter sido inflacionado não só em Pedrógão Grande. Os dados não batem certo com as obras financiadas com os donativos dos portugueses

Primeiro surgiram as denúncias sobre as fraudes em Pedrógão Grande, agora aparecem as suspeitas de que também em Castanheira de Pera e em Figueiró dos Vinhos possam ter existido irregularidades.

A VISÃO teve acesso ao relatório do Levantamento de Danos em Edifícios de Habitação em Pedrógão Grande, Castanheira de Pera e Figueiró dos Vinhos, elaborado pelo Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU), e os números estão longe de coincidir com aqueles que têm vindo a ser divulgados pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC) e pelo Revita, o fundo criado pelo Governo para gerir os donativos dos portugueses.

A magnitude das discrepâncias impressiona. Segundo o documento do IHRU que foi entregue ao Governo e à CCDRC, no total dos três concelhos teriam ardido 155 primeiras habitações, ou seja, menos 96 do que a CCDRC tem vindo a indicar e 94 abaixo do que tem sido apontado pelo Revita. A diferença na contagem é de 39 imóveis em Castanheira de Pera e de nove em Figueiró dos Vinhos.

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