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Combate à corrupção eleita a prioridade da nova procuradora-geral da República

Portugal

A nova procuradora-geral da República, Lucília Gago, elegeu esta sexta-feira o combate à criminalidade económico-financeira como uma prioridade para o seu mandato e garantiu que o Ministério Público irá "zelosamente acompanhar" a fase de instrução da Operação Marquês

"Elejo como uma das grandes prioridades do meu mandato - o combate à criminalidade económico-financeira, com particular enfoque para a corrupção, que se tornou um dos maiores flagelos suscetíveis de abalar os alicerces do Estado e corroer a confiança dos cidadãos no regime democrático", disse Lucília Gago no discurso de tomada de posse, no Palácio de Belém.

A procuradora-geral da República aproveitou o seu primeiro discurso para falar da Operação Marquês, no qual o ex-primeiro-ministro José Sócrates está acusado de vários crimes económico-financeiros, para deixar claro que o Ministério Público vai "acompanhar zelosamente a tramitação" do processo na fase de instrução, dirigida por um juiz.

Na cerimónia de posse, o Presidente da República defendeu que a nova procuradora-geral da República tem condições para "projetar e enriquecer" nos seis anos em que estiver no cargo "o marcante legado" da sua antecessora, Joana Marques Vidal.

O chefe de Estado insistiu que o titular deste cargo deve exercer um mandato único e disse que Lucília Gago irá, em nome dos portugueses, "servir por seis anos o interesse nacional".

Antes, Marcelo Rebelo de Sousa referiu que a designação de Lucília Gago é "processada nos mesmos termos adotados desde a revisão constitucional de 1997, isto é, tendo presente a limitação de mandatos - que, obviamente, só existe se o mandato for único".

Dirigindo-se à nova procuradora-geral da República, acrescentou: "É tempo de lhe dizer do muito que vossa excelência se espera e do muito com que pode contar para enfrentar tal esperança".

Segundo o Presidente da República, Lucília Gago demonstrou "relevantes qualidades pessoais e profissionais no decurso de uma longa e diversificada carreira no Ministério Público, também ela atenta à investigação criminal" e integrava já a Procuradoria-Geral da República.

"Encontra-se, pois, em situação privilegiada para receber e projetar e enriquecer no futuro, com as características que lhe são próprias, o marcante legado deixado pela sua antecessora", considerou.

com Lusa