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PSD vai ponderar se comissão de inquérito a Tancos é a opção mais "prudente"

Portugal

Base Militar de Tancos

D.R.

Fernando Negrão diz à VISÃO que os sociais-democratas vão avaliar se a iniciativa do CDS trará mais benefícios ou mais prejuízos à investigação criminal levada a cabo pelo Ministério Público e pela Polícia Judiciária

O CDS anunciou esta terça-feira que vai propor a constituição de uma comissão de inquérito ao desaparecimento do material militar de Tancos, mas o PSD, para já, evita compromoter-se. Em declarações à VISÃO, o líder parlamentar dos sociais-democratas, Fernando Negrão, sublinha que o partido vai avaliar se viabilização de uma investigação na Assembleia da República, paralela à conduzida pelo Ministério Público (MP) e pela Polícia Judiciária (PJ) será a via "mais prudente" para apurar os factos ocorridos a 28 de junho do ano passado.

"No dia em que houve avanços significativos na investigação criminal feita pelo MP e pela PJ, devemos parar para ponderar a possibilidade de uma comissão de inquérito. Ou seja, ponderar se a comissão de inquérito trará mais benefícios ou mais prejuízos à investigação criminal. É essa ponderação que o PSD vai fazer", afirma Negrão, não querendo apresentar uma posição taxativa até haver decisão da direção de Rui Rio.

O líder da bancada "laranja" adianta ainda que essa avaliação deverá ser feita na reunião da Comissão Permanente (órgão deliberativo mais restrito do PSD) desta quarta-feira e, depois, assumida pelo grupo parlamentar.

Um inquérito parlamentar, recorde-se, pode ser aprovado por maioria ou de forma potestativa por iniciativa de um quinto dos deputados em efetividade de funções (46). Por essa via, o CDS, que tem 18 deputados no hemiciclo, precisaria de, pelo menos, de 28 "aliados" na bancada do PSD.