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Gabinete para a reconstrução de Pedrógão foi criado de forma irregular

Portugal

O presidente da autarquia, Valdemar Alves, criou em circuito fechado o gabinete que validou as obras no concelho. Fez duas versões do mesmo despacho, às quais a VISÃO teve acesso, e fintou a Assembleia Municipal. Pelo meio, ainda colocou o filho à frente dessa estrutura

Valdemar Alves, presidente da Câmara de Pedrógão Grande

Valdemar Alves, presidente da Câmara de Pedrógão Grande

Manuel Barros Moura

A 5 de julho de 2017, pouco mais de duas semanas depois do incêndio de Pedrógão Grande, o presidente do município, Valdemar Alves, decidiu criar a entidade que ficou responsável pela reconstrução do concelho, o Gabinete Operacional de Recuperação e Reconstrução (GORR). No entanto, segundo documentação obtida pela VISÃO, não o fez de forma regular.

Nesse dia, assinou dois despachos, até aqui mantidos em segredo, com versões contraditórias sobre o assunto: num deles assume a criação do GORR sozinho; noutro é referida a existência de uma reunião, secreta, com mais três vereadores, para lançar a nova estrutura.

O facto é que, de uma forma ou de outra, Valdemar Alves fugiu ao crivo da Assembleia Municipal, que a lei impunha e o próprio autarca reconhecia num dos despachos. Mais: nessa mesma data, o vereador António da Silva Pena (PS) foi excluído da reunião do executivo local e o filho do presidente, Telmo Alves, acabou nomeado coordenador do GORR.

Até ao momento, Valdemar Alves não respondeu aos pedidos de esclarecimento da VISÃO.

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