Visão

Siga-nos nas redes

Perfil

António Costa: "Bloco central empobrece a democracia"

Dos parceiros à esquerda ao PSD de Rui Rio, da recondução ou não da procuradora-geral ao clima de tensão no futebol português, dos incêndios às relações com Angola: o primeiro-ministro responde, em entrevista à VISÃO

Filipe Luís

Filipe Luís

Editor Executivo

Luís Barra

Luís Barra

Repórter Fotográfico

André Moreira

André Moreira

Jornalista Multimédia

Para António Costa, após as legislativas de 2019, é perfeitamente viável que se reedite a plataforma de esquerda que suporta o Governo do PS. Tanto assim é que, numa entrevista concedida à VISÃO, avisa desde já que não está disposto a entendimentos pós-eleitorais com o PSD de Rui Rio. "Temos de distinguir o que são soluções de governo, e isso eu sempre achei que soluções tipo bloco central são negativas para a democracia, porque a empobrecem, diminuem a escolha que os eleitores têm para procurar caminhos alternativos. Num sistema partidário como o que temos em Portugal, necessariamente as soluções de governo serão polarizadas ou pelo PS ou pelo PSD e, portanto, a junção dos dois diminuía a possibilidade de geração de alternativas", afirma o primeiro-ministro.

Nesta entrevista, que durou uma hora e 13 minutos, o chefe do executivo adianta que não se demitirá caso as tragédias com os incêndios se repitam no verão deste ano, revela sérias reservas acerca da eutanásia, remete para um futuro indefinido o tema da regionalização, diz compreender a pressão diplomática e económica que Portugal tem sofrido para que Manuel Vicente seja julgado em Angola e distancia-se dos dirigentes do seu clube, o Benfica, e dos processos judiciais de que estes são alvo.

Mas há mais; e uma das grandes novidades passa pelo facto de o secretário-geral do PS não excluir que o partido possa apoiar Marcelo Rebelo de Sousa, caso o atual Presidente da República seja candidato a um segundo mandato em 2021.

LEIA A ENTREVISTA NA ÍNTEGRA NA VISÃO DESTA SEMANA, QUARTA FEIRA NAS BANCAS