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Ex-presidente da FPF suspeito de ser o intermediário entre Rangel e quem queria comprar decisões judiciais

Portugal

João Rodrigues transformou-se no 12º arguido do caso que tem como principal arguido Rui Rangel. Começou por ser advogado de Álvaro Sobrinho mas, de acordo com uma denúncia que chegou ao Ministério Público, o seu papel no esquema seria maior

O coração da rede que alegadamente vendia decisões judiciais estava no Tribunal da Relação de Lisboa. Rui Rangel, juiz da 9ª secção, seria o cabecilha desta rede. Depois, o magistrado contaria com a ajuda de pelo menos mais dois elementos daquele tribunal: Fátima Galante, juíza e sua ex-mulher, e um escrivão que desempenhava funções também na 9ª secção.

Só que este esquema não ficaria completo sem outro elemento. Ao que a VISÃO apurou, João Rodrigues, detido ao fim do dia de terça-feira, é uma peça fundamental deste circuito. De acordo com informações recolhidas pela VISÃO, os empresários amigos de Rangel ou de José Veiga, por exemplo, (que também terá recorrido às ajudas do juiz) sabiam que quem queria uma decisão favorável na Relação de Lisboa ou noutro tribunal do país deveria procurar João Rodrigues, pois aquele seria um intermediário entre aqueles e o juiz Rui Rangel.

João Rodrigues é ex-presidente da Federação Portuguesa de Futebol e foi advogado do ex-presidente do BES Angola, Álvaro Sobrinho, num caso relacionado com uma burla ao Banco Nacional de Angola. Nesse processo, Rangel decidiu em sede de recurso que os bens de Sobrinho em Portugal não poderiam ficar arrestados.

Saiba tudo sobre esta suposta rede de corrupção, branqueamento de capitais e tráfico de influências – e o que levou o Ministério Público a seguir esta linha de investigação – na VISÃO que esta quinta-feira chegou às bancas.