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Francisco Louçã vai à maçonaria promover o seu livro novo

Portugal

Gonçalo Rosa da Silva / Arquivo VISÃO

A novidade está a correr entre os maçons: o antigo líder do Bloco de Esquerda vai ao palácio maçónico falar sobre crise financeira, num evento promovido pela loja mais poderosa do país. O político confirma e explica que vai falar da sua nova obra, mas garante que foi convidado por uma pessoa conhecida e não pela instituição

Catarina Guerreiro

Catarina Guerreiro

Editora Executiva

Francisco Louçã, antigo líder do Bloco de Esquerda (BE), vai no próximo mês de fevereiro a um templo maçónico no Grande Oriente Lusitano (GOL), em Lisboa, a convite dos elementos da loja mais poderosa do país, apurou a Visão. Louçã aceitou o desafio que está a ser promovido pela Loja Universalis - onde ao longo dos anos se têm juntado políticos, espiões, empresários e médicos - para falar sobre ‘A crise financeira e novas ameaças’. A ida do político ao palácio maçónico no Bairro Alto está a ser divulgada entre os membros do GOL através de um panfleto onde se explica que o antigo líder dos bloquistas vai ter a companhia do socialista João Cravinho, que será o moderador do evento. O encontro irá decorrer no templo Magalhães de Lima e está marcado para dia 6 de fevereiro às 20h30.

«Fui convidado por uma pessoa amiga para ir falar do meu novo livro sobre crise financeira a uma associação chamada Grémio Universalis, que sei que tem pessoas da maçonaria», confirma Francisco Louçã, sublinhando no entanto que "não foi a maçonaria", como instituição, que o convidou. Quanto ao facto de o evento decorrer num templo no palácio maçónico, no Bairro Alto, garante: «Não faço ideia se é num palácio ou não. Mandaram-me a morada e pronto». Francisco Louçã explica ainda que tem falado do livro em vários locais, como a Segunda Igreja Baptista de Lisboa, na Lapa, onde esteve a debater o mesmo tema. O livro, escrito em conjunto com o professor de Economia e Política pública norte-americano Michael Ash, chama-se ‘Sombras’ e fala da parte não regulamentada de todo o sistema financeiro e explica a crise económica. Com esta iniciativa, que além da Universalis é tem o apoio das lojas ‘Camões’, ‘Cidadadia e Laicidade’ e a ‘Europa Jean Monet’, os maçons parecem quer recuperar o papel intervencionista que abandonaram nos últimos tempos.