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Presidente da Raríssimas e secretário de Estado demitiram-se

Portugal

Paula Brito e Costa, fundadora e presidente da Raríssimas - Associação de Deficiências Mentais e Doenças Raras, fotografada em 2012 para a VISÃO

Marcos Borga

O "caso Raríssimas" provocou já as primeiras demissões. Paula Brito e Costa deixa a presidência da IPSS e Manuel Delgado abandona a secretaria de Estado da Saúde e já tem substituta nomeada

O secretário de Estado da Saúde, Manuel Delgado, pediu a demissão na sequência do caso de suspeitas de irregularidades na Raríssimas. Também a presidente da associação, Paula Brito e Costa, se demitiu do cargo, noticia o Expresso.

A demissão do secretário de Estado da Saúde será oficializada ainda esta terça-feira. A notícia foi avançada pelo jornal Público e adianta que Manuel Delgado sai do Governo, depois das denúncias de alegada gestão danosa da Raríssimas, onde foi consultor entre 2013 e 2014 e daí terá recebido 63 mil euros. Parte desse valor terá sido pago por fundos da Segurança Social.

Para o seu lugar, o primeiro ministro António Costa já anunciou a escolha de Rosa Matos Zorrinho, tendo já indicado o seu nome ao Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

A principal visada no caso denunciado por uma reportagem da TVI, Paula Brito e Costa, anunciou entretanto também a sua demissão. Citada pelo Expresso, diz-se alvo de "uma cabala muito bem feita”. Ao site do semanário explica que, desde segunda-feira, estava a estudar juntamente com o ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Vieira da Silva, a hispótese de suspender as suas funções enquanto decorressem as investigações.

""Pedi-lhe a suspensão temporária de funções enquanto estivessem a decorrer as investigações, porque temos 300 meninos por dia na Raríssimas de quem é preciso cuidar. Esta opção foi estudada pelo gabinete, mas não existe a figura da suspensão temporária no quadro das IPSS e, portanto, saio."