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Ferro Rodrigues: "Tancos teve momentos altamente cómicos"

Portugal

Filipe Luís e André Moreira

Numa grande entrevista na edição desta semana da VISÃO, assinalando os seus dois anos como presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues fala do parlamento, do Governo, da oposição e dos incêndios. VEJA O VÍDEO

"Tenho muita dificuldade em saber o que é hoje a extrema-esquerda", diz Ferro Rodrigues, a propósito dos partidos que apoiam o Governo do PS. "O eleitorado já não vai em promessas irrealistas", defende. Na semana em que completa dois anos como segunda figura do Estado, o presidente do Parlamento olha com expectativa para o realinhamento, prometido por Rui Rio e Santana Lopes, do PSD ao centro. “Será que isso vai alterar a política de alianças dos sociais-democratas?...”

Eduardo Ferro Rodrigues, 67 anos, recebeu-nos no Salão Nobre do Parlamento, para uma hora de entrevista. A relação inicialmente difícil com os deputados do PSD e CDS, os méritos e fragilidades da governação, o relacionamento com o Presidente da República, o caso Sócrates, os incêndios de Pedrógão e os de 15 de outubro e o futuro da “geringonça” foram abordados por alguém que despertou para a política durante as cheias de 1967. Paralelismo com as falhas do Estado, em 2017? “Não diga isso. Evoluímos muito, desde então.”

Sobre o caso de Tancos, embora sendo "grave", Ferro destaca que "teve aspetos altamente cómicos, mas "vai ter de se apurar quem promoveu, realmente, esta situação e quem ganhou com ela".

O presidente da AR não encontra paralelismos entre o processo Casa Pia, que tanto afetou o PS quando liderava o partido, e o Processo Marquês, que envolve José Sócrates. E diz que os partidos europeus congéneres do PS "parecem ter sucumbido numa espécie de desastre ecológico".

A não perder, esta quinta-feira, na VISÃO.