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Fogo volta a matar em Portugal - 36 mortes confirmadas

Portugal

Lucilia Monteiro

Há também a registar 63 feridos, 16 graves dos quais graves, e sete pessoas desaparecidas

O número de mortes ocorridas devido aos incêndios florestais que lavram no país desde domingo aumentou para 36, anunciou hoje a Autoridade Nacional de Proteção Civil, indicando que estão desaparecidas sete pessoas.

Entre as vítimas mortais já confirmadas está um bebé de um mês na Quinta da Barroca, em Tábua, distrito de Coimbra.

Viseu perdeu 19 pessoas:

  • 1 em Viseu
  • 6 em Vouzela
  • 3 em Tondela
  • 4 em São Joaninho e 1 em São Jorge, duas localidades do concelho de Santa Comba Dão.
  • 1 vítima mortal em Nelas
  • 1 morto no Carregal do Sal
  • 1 morto na A25
  • e 1 outro no Coço, em Oliveira de Frades

Coimbra contabiliza 14 vítimas mortais:

  • 2 em Vale Maior, Penacova
  • 2 em Nogueira do Cravo
  • 1 em Vilela
  • 2 em quinta do ribeiro, estas três localidades em Oliveira do Hospital.
  • 2 em Cerdeira
  • 1 em Salgueiral, estas duas localidades em Côja
  • 3 em Quinta da Barroca, em Tábua
  • 1 em São Martinho da Cortiça, em Arganil

No distrito da Guarda, morreram duas pessoas.

E no distrito de Castelo Branco foi registado um morto na Sertã.

No balanço realizado às 16:00, na sede da ANPC em Carnaxide, concelho de Oeiras (distrito de Lisboa), foram ainda contabilizados sete desaparecidos: um na Figueira da Foz, um na Pampilhosa da Serra (distrito de Coimbra), dois em Nelas, dois em Santa Comba Dão e um em Mortágua (distrito de Viseu).

Além das vítimas mortais, o balanço efetuado com o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) permitiu contabilizar 63 feridos, dos quais 16 com gravidade, incluindo um bombeiro.

No balanço da situação operacional, Patrícia Gaspar adiantou que desde o início do dia de hoje se registaram 163 ocorrências de incêndios florestais, com 50 ainda “em curso”, que concentravam 3.762 operacionais, apoiados por 1.148 meios terrestres e apenas dois meios aéreos.

Segundo a responsável, mantém-se “a dificuldade de empenhamento” de aeronaves devido “à inexistência de condições para poderem operar”.

Durante a tarde eram esperados dois aviões Cannadair, oriundos de Itália, para ajudar ao combate às chamas nos incêndios ainda ativos, dos quais 31 eram considerados como “importantes” devido à sua dimensão e meios mobilizados no combate.

As centenas de incêndios que deflagraram no domingo, o pior dia de fogos do ano segundo as autoridades, provocaram pelo menos 32 mortos e dezenas de feridos, além de terem obrigado a evacuar localidades, a realojar as populações e a cortar o trânsito em dezenas de estradas.

O primeiro-ministro, António Costa, anunciou que o Governo assinou um despacho de calamidade pública, abrangendo todos os distritos a norte do Tejo, para assegurar a mobilização de mais meios, principalmente a disponibilidade dos bombeiros no combate aos incêndios.

Portugal acionou o Mecanismo Europeu de Proteção Civil e o protocolo com Marrocos, relativos à utilização de meios aéreos.

Esta é a segunda situação mais grave de incêndios com mortos este ano, depois de Pedrógão Grande, no verão, um fogo que alastrou a outros municípios e que provocou 64 mortos e cerca de 250 feridos.

Mais de 5 mil bombeiros e três meios aéreos no combate às chamas às 15:30

Mais de cinco mil operacionais combatiam hoje, às 15:30, 141 incêndios no norte e centro do país, apoiados por 1.600 meios terrestres e três meios aéreos, segundo a página da internet da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC).

Segundo o 'site' da ANPC, às 15:30 estavam no terreno 5.493 operacionais e 1.644 meios terrestres, além dos três meios aéreos.

À mesma hora, a Proteção Civil contava 15 ocorrências importantes: cinco no distrito da Guarda, quatro no distrito de Coimbra, três em Viseu, uma em Leiria, uma em Castelo Branco e outra em Aveiro.

Foi entretanto accionada a linha telefónica 800 246 246 para responder aos pedidos de informação das populações sobre situações resultantes dos incêndios mas não directamente relacionadas com o combate às chamas, como evacuações ou vias cortadas.

O primeiro-ministro anunciou hoje que o Governo assinou um despacho de calamidade pública, abrangendo todos os distritos a norte do Tejo, para assegurar a mobilização de mais meios, principalmente a disponibilidade dos bombeiros no combate aos incêndios.