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Marcelo lamenta morte de Medina Carreira e diz que "Portugal perdeu homem corajoso e de pensamento livre"

Portugal

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José Carlos Carvalho

O antigo ministro das Finanças e atual comentador televisivo morreu esta segunda-feira, em Lisboa

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, lamentou hoje a morte do antigo ministro das Finanças Medina Carreira, na segunda-feira aos 86 anos, destacando que "Portugal perdeu um homem corajoso e pensamento livre".

Num nota divulgada no 'site' da Presidência, Marcelo Rebelo de Sousa lembrou que "Henrique Medina Carreira foi ministro das Finanças em momentos difíceis, mas a sua visão crítica perdurou como comentador, professor, escritor, cidadão inconformado - noutros momentos igualmente complexos destas quatro décadas de Democracia".

"Pessimista para alguns, realista para outros, todos decerto estaremos gratos pela sua frontalidade, exigência e atitude de rigor - que faz falta em qualquer sociedade", destacou o Presidente da República.

Marcelo Rebelo de Sousa considerou também que os "polémicos avisos na área económica ficarão na memória dos portugueses, num momento que é de profundo pesar e respeito pela sua memória".

O antigo ministro das Finanças do I Governo Constitucional, Henrique Medina Carreira, morreu esta segunda-feira num hospital em Lisboa, aos 85 anos, disse à Lusa fonte ligada à família.

Segundo a mesma fonte, Medina Carreira, que nos últimos tempos se destacou no programa televisivo 'Olhos Nos Olhos', da TVI, morreu no hospital onde se encontrava internado há cerca de um mês.

O advogado, fiscalista e antigo ministro das Finanças, Henrique Medina Carreira nasceu, em Bissau, a 14 de dezembro de 1931. Licenciou-se em Direito em 1962, na Universidade de Lisboa.

No plano político, exerceu o cargo de subsecretário de Estado do Orçamento, durante o VI Governo Provisório o qual deixou de exercer para assumir, logo de seguida, as funções de ministro das Finanças do I Governo Constitucional (1976-1978). Foi nessa condição que negociou com o FMI um empréstimo no valor de 750 milhões de dólares.

Em 1978 abandonou o PS, por divergências quanto à política económica adoptada pelo partido no poder, vindo a aproximar-se do PSD. Em 2006 apoiou publicamente a candidatura de Aníbal Cavaco Silva à Presidência da República.

Nos últimos tempos, um feroz crítico da política financeira governamental. Além da política, dedicou a carreira à advocacia e ao ensino universitário. Foi também comentador SIC, nomeadamente no programa "Plano Inclinado", transmitido pela SIC Notícias entre 2009 e 2011.