Visão

Siga-nos nas redes

Perfil

E a mulher mais inovadora da Europa é ...

Portugal

... croato-britânica. Carlos Moedas, Comissário Europeu com o pelouro da Investigação, Ciência e Inovação, entregou hoje os Prémios europeus às mulheres mais inovadoras da Europa

Michela Magas, fundadora da Stromatolite (um laboratório de design de inovação, dedicado à construção de uma nova geração de instrumentos para a incubação e criatividade tecnológica) é avencedora do Prémio Europeu de Mulheres Inovadoras 2017. O segundo prémio foi para Petra Wadström, da Suécia, fundadora da Solvatten, empresa que produz um purificador portátil de água e um aquecedor que funciona com energia solar e o terceiro para Claudia Gärtner, da Alemanha, fundadora da Microfluidic ChipShop, que disponibiliza sistemas lab-on-a-chip como soluções miniaturizadas para melhores diagnósticos.

Ao todo, eram nove, as finalistas do Prémio Europeu de Mulheres inovadoras 2017, mas na lista não constava nenhuma portuguesa. Na edição de 2016, coube a Susana Sargento, co-fundadora da Veniam (uma spin-off das Universidades de Aveiro, Porto e do Instituto das Telecomunicações) com a sua ideia de transformar os veículos em pontos de acesso Wi-fi e criar redes móveis à escala das cidades, receber, das mãos do comissário Carlos Moedas, o primeiro Prémio. Considerada, pelo júri, a mais inovadoras entre as 24 mulheres que se apresentaram a concurso, foi premiada com 100 mil euros. O segundo lugar foi atribuído a Sirpa Jalkanen (Finlândia) e o terceiro a Sarah Bouke (Irlanda).

No seu dicurso, o comissári portuguuês, que tem o pelouro da Investigação, Ciência e Inovação, disse que "a Europa tem de apoiar mais os seus inovadores: pessoas que combinam excelência científica e sentido de negócio; pessoas que transformam a sua investigação em oportunidades de emprego e que concretizam as respetivas ideias em benefícios para a nossa sociedade e a nossa economia."

Na edição deste ano, cuja cerimónia de atribuição decorre ao fim da tarde de hoje, não há uma única portuguesa entre as nove finalistas. Conheça as finalistas (e os seus projetos), na primeira pessoa.

De acordo com a publicação da Comissão Europeia She Figures, Portugal era o terceiro país da UE com mais mulheres doutoradas. Em 2012 (ano a que reportam os dados), havia em Portugal 56,3% mulheres doutoradas, bastante acima da média europeia (que se situava nos 47,3%).

Convém realçar que na área da matemática e da estatística, onde o género feminino estava sub-representado, a nível europeu, Portugal se destacava por ser o estado membro com o maior número de doutoramente atribuídos a mulheres (eram 63%, pouco menos do dobro da média europeia, que se situava nos 35%).

A correspondência com o mercado de trabalho científico não é, no entanto, equivalente. Apenas um terço dos investigadores, a nível europeu, são de género feminino. E apenas um quinto das instituições de ensino superior são lideradas por mulheres. É por esta razão que no Horizon 2020 (programa europeu de Investigação e Inovação) se estabele a necessidade de mudar as regras e alcançar a paridade de género nas equipas de investigação e na tomada de decisão - o objetivo é que a participação de mulheres não seja inferior a 40% nos grupos de peritos e painéis de avaliação e a 50% no grupo de aconselhamento.