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Isabel Mota vai presidir à Fundação Calouste Gulbenkian

Portugal

Isabel Mota, a primeira mulher que assumirá a presidência da instituição, é membro executivo do conselho desde 1999. Substituiu no cargo Artur Santos Silva que, por completar 75 anos, não pode ser recoduzido no cargo

José Oliveira

A administradora Isabel Mota foi esta quarta-feira eleita presidente do conselho de administração da Fundação Calouste Gulbenkian (FCG), em Lisboa, sucedendo no cargo a Artur Santos Silva.

De acordo com um comunicado da FCG, a nova presidente da Fundação Calouste Gulbenkian foi eleita por unanimidade, na reunião do conselho de administração daquela entidade, e iniciará funções a 03 de maio de 2017, data em que termina o mandato do atual presidente, Artur Santos Silva.

Isabel Mota, a primeira mulher que assumirá a presidência da FCG, é membro executivo do conselho desde 1999, e "foi eleita por voto secreto, depois de ter aceitado apresentar-se à votação do conselho, por solicitação unânime dos seus colegas", indica a fundação.

Nos termos da política da FCG, o atual presidente, Artur Santos Silva, de 75 anos, não pode ser reconduzido, por ter atingido o limite de idade.

No conselho de administração, são membros executivos Artur Santos Silva, Isabel Mota, Teresa Gouveia, Martin Essayan, José Neves Adelino, Guilherme d'Oliveira Martins, e membros não executivos, Emílio Rui Vilar, António Guterres, José Gomes Canotilho.

Numa declaração de Isabel Mota enviada no comunicado da eleição, a futura presidente da Gulbenkian, e a primeira mulher a fazer parte da administração da instituição (1999), afirma que aceita o cargo "com um grande sentimento de gratidão pela instituição e pelos colegas" no conselho de administração, pela confiança depositada.

"É, sem dúvida, um dos dias mais marcantes da minha vida e tenho a consciência da honra, mas também da enorme responsabilidade que consiste em presidir a uma instituição cuja ação tem sido tão determinante em tantos domínios da nossa vida coletiva", acrescenta.

Na mesma declaração assume três compromissos: "o primeiro, com o futuro, prosseguindo o propósito de manter a Fundação a acompanhar os novos tempos, tanto em Portugal como nas diferentes comunidades que serve; o segundo, com os mais vulneráveis, que deverão ser os principais beneficiários da atividade da Fundação; por último, mas não menos importante, com a importância da arte e da cultura que nos dão a sabedoria e constituem os alicerces da tão necessária tolerância nos tempos conturbados em que vivemos".

Desde 2002 membro não executivo do conselho de administração da Gulbenkian, Artur Santos Silva, eleito formalmente presidente da fundação em dezembro de 2011, assumiu o cargo para cinco anos, em maio do ano seguinte.

Artur Santos Silva, que ocupou lugares destacados na banca portuguesa nos últimos quarenta anos, sucedeu em 2012 a Emílio Rui Vilar.