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Turista violada no Dubai condenada à prisão por sexo ilegal já pode voltar a casa

Mundo

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Reuters

A jovem norueguesa que viveu um pesadelo no Dubai, depois de uma denúncia de uma violação que acabou por conduzi-la à prisão, já tem autorização para sair do Dubai

O caso tem dominado as primeiras páginas dos jornais norugueses e a provocar uma onda de indignação. Em causa está a insólita consequência que a designer de interiores Marte Deborah Dalelv enfrentou por ter denunciado às autoridades do Dubai a violação de que terá sido vítima: 16 meses de prisão por sexo ilegal, falsas declarações e consumo ilegal de álcool.

A jovem, que estava a trabalhar no Qatar desde 2011, viajou até ao Dubai em março, com três colegas. Em declarações à cadeia de televisão norte-americana CNN, Marte Deborah Dalelv relata que tinha estado num bar quando pediu a um colega que acompanhasse ao quarto do hotel onde estavam alojados, porque, alegadamente, consciente de que tinha estado a consumir álcool, não queria andar sozinha no hotel. De acordo com o seu testemunho, o colega levou-a, no entanto, ao seu próprio quarto e violou-a.

Assim que conseguiu fugiu, ainda segundo o seu relato, dirigiu-se à receção do hotel e chamou a polícia. Acorreram ao hotel cerca uma dezena de agentes, após o que foi levada para uma esquadra. Submetida a exames médicos e testada para detetar o consumo de álcool, a jovem percebeu, pelas perguntas, que a queixa não ia ser levada a sério.

Durante quatro dias, Dalelv foi mantida na prisão, sem qualquer explicação. Quando conseguiu contactar os pais, um diplomata noruguês conseguiu a sua libertação, mas o seu passaporte ficou confiscado.

Através de um papel em árabe, a designer ficou a saber, finalmente, que acusações lhe eram feitas: sexo fora do casamento e consumo ilegal de álcool. Saiu sob fiança, mas não pode sair do Dubai.

Mais tarde, foi aconselhada a dizer à polícia que a relação sexual tinha sido voluntária, o que Dalelv fez numa das muitas audiências a que teve de comparacer. Surge então outra acusação: de prestar falsas declarações, que lhe valeu a condenação a um total de 16 meses de prisão:um ano por sexo ilegal, três meses por falsas declarações e um mês por consumo ilegal de álcool.

O imbróglio legal terminou esta segunda-feira, com o Ministério dos Negócios Estrangeiros noruegês a anunciar que a jovem obteve já autorização para sair do país e regressar à Noruega.