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Suspensa na China construção do edifício mais alto do mundo

Mundo

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Reprodução

Poucos dias depois do lançamento da primeira pedra, foram suspensos os trabalhos de construção de um arranha-céus na China, que será o edifício mais alto do mundo 

"Autoridades relevantes" ordenaram a suspensão das obras do Sky City, em Changsha, na província de Hunan, porque "não foram observados os necessários procedimentos com vista à aprovação para iniciar a construção", informa o Xiaoxiang Morning Post, citado pela AFP.

Com 838 metros de altura, o Sky City - que vai superar em apenas dez metros o Burj Khalifa, no Dubai, que detém atualmente o título do edifício mais alto do mundo - deverá estar concluído em somente nove meses, estando a inauguração prevista para maio ou junho de 2014.

A cerimónia de lançamento da primeira pedra decorreu no passado fim de semana, tendo a empresa por detrás do projeto, a Broad Group, indicado pouco depois que as obras de construção levariam apenas quatro meses, uma vez concluídas as fundações.

O calendário de execução contribuiu para engrossar preocupações relativamente à segurança, gerando receios sobre se a terra em torno do local terá capacidade para suportar o tremendo peso da estrutura.

Determinadas aprovações eram necessárias para avaliar a segurança do projeto e o impacto ambiental, indicaram fontes oficiais não identificadas ao jornal Xiaoxiang Morning Post.

Uma porta-voz da Broad Group disse à agência AFP ter todas as licenças.

A empresa - cujo fundador, Zhang Yue, fez uma fortuna a partir de aparelhos de ar condicionado - captou a atenção do mundo, no ano passado, por ter levantado um hotel, de 30 andares, em apenas 15 dias, utilizando unidades prefabricadas que são depois `encaixadas` no local.

A Broad Group pensou recorrer à mesma técnica para erguer o Sky City no final do ano passado, mas os trabalhos de construção sofreram múltiplos atrasos devido aos receios de que os planos eram demasiado ambiciosos.

O Diário do Povo, jornal oficial do Partido Comunista chinês, teceu críticas ao arrojado projeto, definindo-o como "uma cega adoração por arranha-céus ultraelevados" no Sina Weibo, o "twitter chinês".

A China detém três dos dez edifícios mais altos do mundo, segundo o grupo Emporis.