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Síria promete defender-se de ataque ocidental com meios surpreendentes

Mundo

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O ministro dos Negócios Estrangeiros, Walid Mouallem, garante ainda que um eventual ataque não impedirá a Síria de continuar a camanha contra os rebeldes

O ministro dos Negócios Estrangeiros sírio, Walid Mouallem, afirmou hoje que, em caso de ataque militar ocidental, o país se vai defender, com meios de defesa que vão surpreender o mundo.

"Temos duas opções: a rendição, ou a defesa, com os meios de que dispomos. A segunda alternativa é a melhor", declarou, numa conferência de imprensa em Damasco.

"Atacar a Síria não é um assunto menor. Temos meios de defesa que vão surpreender", acrescentou.

Walid Mouallem afirmou ainda que um ataque ocidental não irá afetar a campanha militar do Governo contra os rebeldes.

"Se pensam impedir assim a vitória das nossas forças armadas, enganam-se", disse, numa conferência de imprensa em Damasco.

Mouallem desafiou a comunidade internacional a apresentar provas de que o regime de Bashar al-Assad usou armas químicas no ataque, nos arredores de Damasco, a 21 de agosto.

Missão da ONU adiada

O Governo sírio anunciou, entretanto, que a missão de peritos da ONU, que estão na Síria para investigar a eventual utilização de armas químicas, foi adiada para quarta-feira, devido à falta de garantias da parte dos rebeldes.

O anúncio foi feito pelo ministro dos Negócios Estrangeiros sírio numa conferência de imprensa em Damasco.

"Hoje, fomos surpreendidos pelo facto de os peritos não se poderem deslocar ao local porque os rebeldes não chegaram a acordo para garantir a segurança da missão. Portanto, a missão foi adiada para amanhã [quarta-feira]", declarou. A missão da ONU está a investigar se armas químicas foram usadas num ataque das forças de Bashar al-Assad, nos arredores da capital síria, a 21 de agosto.