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'Sequestrador dava-me murros na barriga até abortar'

Mundo

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Reuters

Uma das três mulheres mantidas em cativeiro, Michelle Knight, contou à polícia ter estado grávida, pelo menos cinco vezes, mas a fome e os maus tratos provocaram abortos

Nas primeiras declarações à polícia depois de ter sido libertada, Michelle Knight relatou que Ariel Castro, o homem que a manteve presa dentro de casa durante 10 anos, juntamente com Amanda Berry e Gina DeJesus, a fazia abortar sempre que descobria que estava grávida.

No dia em que Castro se prepara para comparecer em tribunal pela primeira vez, novas revelações sobre o pesadelo que as três jovens viveram dentro da casa de Cleveland vêm a lume. No relatório das autoridades, a que a CNN teve acesso, lê-se que o sequestrador, quando se apercebia das gravidezes, "a fazia passar fome durante, pelo menos, duas semanas, e depois dava-lhe murros no estômago até abortar".

A reação foi diferente, no entanto, quando Amanda Berry engravidou. E quando chegou o dia do parto, Michelle recebeu ordens para ajudar o bebé a nascer. Seguiram-se momentos de pânico, quando a criança deixou de respirar. Castro, alegadamente, chegou a ameaçar matar Michelle se o bebé não sobrevivesse. Mas sobreviveu e é hoje a menina saudável, de seis anos, que estava com Amanda Berry no momento do resgate.

As três mulheres passavam os dias e noites  numa casa de 130 metros quadrados, num dos bairros mais antigos de Cleveland. Segundo o relatório da polícia, saiam apenas duas vezes por dia e por pouco tempo.

Castro terá fingido várias vezes que saia de casa para testar a reação das jovens, mas voltava de repente. Se visse sinais de que alguma tinha tentado fugir, seriam "disciplinadas".