Visão

Siga-nos nas redes

Perfil

Quem matou, afinal, Bin Laden?

Mundo

  • 333

Na edição de fevereiro, a Esquire publicou um extenso perfil do "Homem que matou Osama bin Laden", cujo relato da operação entra em conflito com o de outro participante no raid, publicado em livro. Agora, outro militar garante à CNN que tudo o que a revista publicou são "tretas". Quem matou, afinal, o líder da Al Qaida?

Na reportagem da Esquire, "o atirador", como é sempre mencionado o alegado "homem que matou Osama bin Laden", conta que ficou frente a frente com o líder terrorista, num quarto do andar de cima da casa no complexo de Abbottabad, Paquistão, onde se escondeu ao longo de mais de cinco anos.

Segundo "o atirador", o líder da Al Qaida estava de pé, com uma arma "ao seu alcance", quando disparou dois tiros dirigidos à cabeça de Bin Laden.

A descrição não bate certo com o relato de outro participante no raid, no livro "No Easy Day" ("Um dia difícil: A explicação em primeira-mão da missão que matou Bin Laden"). Nem com a versão de outro elemento da equipa de elite Team 6 dos SEAL, à CNN, que classifica a história da Esquire como "tretas".

O que se sabe é que o assalto à residência de Bin Laden foi levado a cabo por 23 militares, na manhã de 2 de maio de 2011, e que na operação morreram também dois guarda-costas, um dos filhos do líder terroristas e a mulher de um dos seguranças. Certo é também que os primeiros três elementos dos SEAL a chegar ao andar superior incluem "o atirador" que falou à Esquire e Matt Bissonette, autor do "No Easy Day", sob o pseudónimo Mark Owen.

Mas segundo a fonte da CNN, foi o terceiro elemento a disparar o tiro fatal. Este militar relata também que a equipa tinha ordens para acertar na cara de Bin Laden, para que fosse possível à CIA um reconhecimento facial eficaz. Já "o atirador" diz que disparou para a testa, duas vezes, de propósito.

Quando ao alegado facto de que "o atirador" teria visto uma arma ao alcance de Bin Laden, o SEAL ouvido pela cadeia norte-americana de televisão garante que não seria possível ter visto qualquer arma, uma vez que as duas armas encontradas no quarto do líder da Al Qaida só foram descobertas depois de uma revista aprofundada à divisão, numa prateleira colocada acima da porta.