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Protestos contra a proibição da roupa interior de renda

Mundo

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Várias mulheres protestam no Cazaquistão contra a decisão do país de banir a roupa interior de renda. Rússia e Bielorrússia vão adotar a mesma medida.

Três mulheres foram detidas durante um protesto contra a lei que, a partir de julho deste ano, vai proibir a produção, importação e comercialização de roupa interior de renda no Cazaquistão. 

As mulheres foram detidas pelas autoridades depois de tentarem colocar cuecas de renda numa estátua na cidade de Almaty este domingo. As três mulheres foram obrigadas a pagar uma multa de 73 euros por má conduta.

Este é o segundo protesto consecutivo em Almaty depois da moeda local desvalorizar em 20% relativamente ao dólar na semana passada. 

Além do Cazaquistão, também Rússia e Bielorrússia vão adotar a mesma lei ao abrigo da União de Consumidores, que une os três países numa espécie de espaço económico comum semelhante à aliança económica europeia. 

Rússia sem renda

Na Rússia, estima-se que 90% da lingerie feminina vai desaparecer das lojas numa tentativa de "proteger os consumidores de produtos feitos com materiais baratos, que podem ter um impacto negativo para a saúde".

Contestatários denunciam a medida como "preguiçosa", visto que, em vez de descartar apenas as peças de fibras sintéticas de má qualidade, pretende banir toda a roupa interior feita com materiais não-naturais que não cumpram uma percentagem regulada de pelo menos 6% de absorção.

Só na Rússia, o mercado de lingerie tem um valor estimado em 4 mil milhões de euros. 

A regulação relativa ao comércio de roupa interior foi aprovada em 2012, mas ainda não tinha sido aplicada até este ano.