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Primeiro-ministro grego diz que recessão pode ultrapassar os 7%

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Antonis Samaras admite que a recessão é profunda, mas acredita ainda que pode reverter a situação e faz uma exigência: "Algumas medidas do memorando com caráter recessivo no memorando têm de mudar". Os alemães é que não estão pelos ajustes...

O primeiro-ministro grego, Antonis Samaras, afirmou hoje que a recessão na Grécia pode superar os 7 por cento este ano, mas acredita que o seu governo pode reduzir esta queda e baixar o desemprego de 24 para 10 por cento.

Em comentários à televisão estatal grega NET TV, Antonis Samaras disse ainda que espera conseguir que a recessão não seja tão profunda, com recurso a alterações nos objetivos estipulados no acordo com a 'troika' que diz terem caráter recessivo.

"Algumas medidas do memorando com caráter recessivo no memorando têm de mudar", afirmou Samaras.

Alemães aumentam pressão...

A decisão da agência de "rating" norte-americana Moody's de colocar a Alemanha com perspetiva negativa, devido a eventuais encargos de Berlim com outros parceiros europeus, levou hoje vários políticos alemães a reforçar exigências à Grécia.

"Um terceiro pacote de ajudas à Grécia não está em questão e as verbas do pacote atual só devem ser transferidas se a Grécia cumprir todas as condições", disse ao tabloide Bild o chefe dos democratas-cristãos da Baviera (CSU), um dos partidos da coligação de Angela Merkel, Horst Seehofer.

Para o governador da Baviera, "a Europa já atingiu os limites do aceitável" com os dois resgates à Grécia no valor de 240 mil milhões de euros e o perdão de mais de 50 por cento da dívida pública deste país da moeda única, nos últimos dois anos.

... mas temem saída do Euro

O presidente do grupo de conselheiros económicos do governo alemão, Wolfgang Franz, advertiu hoje para os riscos de contágio de uma saída da Grécia do euro, mesmo admitindo que, por si só, esta seria controlável.

"o meu receio não é a saída da Grécia da união monetária que, em si, apesar de alguns riscos, seria controlável, mas a verdadeira questão é se seria possível dominar a situação caso o debate sobre as saídas se alastrarem a Espanha e a Itália", disse Franz ao matutino Süeddeutsche Zeitung.

"O perigo de contágio é o risco decisivo", sublinhou o economista alemão, "porque os mercados financeiros especulariam imediatamente quem seria o próximo candidato à saída, e teríamos uma avalancha perigosa para a união monetária".