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Preso protagonizou fuga "digna de filme" no aeroporto de Banguecoque

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Um cidadão alemão aproveitou o facto de os seus guardas australianos estarem a dormir para escapar por uma saída de emergência do aeroporto de Suvarnabhumi, em Banguecoque

Carlo Konstantin Kohl, 25 anos, fugiu há cerca de duas semanas, quando fazia escala em Banguecoque, procedente da Austrália para a sua terra natal, mas as autoridades só tornaram o caso público dez dias mais tarde.

Os guardas australianos, identificados inicialmente, por erro, pela imprensa local como agentes da Interpol, só se aperceberam da fuga quando acordaram.

O avião da Thai Airways, que iria levar o detido e os guardas australianos  que o acompanhavam até Frankfurt, deveria ter levantado voo às 23:00 do  passado dia 15, mas acabou por ser atrasado até às 8:00 do dia seguinte,  hiato que o detido aproveitou para se colocar em fuga. 

Khol, que cumpriu uma pena de dois anos e cinco meses de prisão na Austrália  por roubo e tráfico de droga, cortou a eletricidade de uma saída de emergência,  o que lhe permitiu entrar numa área restrita do aeroporto sem levantar qualquer  tipo de alarme e assim escapar. 

"O que sabemos agora é que Khol abandonou o aeroporto", explicou Suvitchpol  Imjairat, chefe do Departamento de Imigração do aeroporto, em declarações  reproduzidas pela Efe. 

"Não passou pelos controlos de imigração. (Khol) enfrenta acusações  por entrar ilegalmente no país. Os investigadores do Departamento de Imigração  estão a tentar localizá-lo", detalhou. 

Segundo o mesmo responsável, as autoridades tailandesas não são responsáveis  pela fuga do cidadão alemão, já que a Austrália não avisou a Tailândia que  tinha sob sua custódia um prisioneiro que seria transferido para a Europa,  após uma escala na capital. 

Suvitchpol explicou que Khol, depois de ter cumprido uma pena de prisão  na Austrália, estava a ser transferido para a Alemanha, onde deveria responder  por outros alegados delitos. 

Khol, detido em 2010, foi acusado de cometer vários crimes de roubo  e tráfico de droga nos estados australianos de Queensland e Victoria, tendo  sido condenado a una pena de oito anos de prisão, reduzida depois para dois  anos e cinco meses. 

As autoridades tailandesas oferecem uma recompensa de 10.000 baht (259  euros) a quem facultar pistas sobre o paradeiro do fugitivo.