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Preocupação crescente nos EUA com droga 'zombie'

Mundo

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Reprodução

Chamam-lhe a "droga do apocalipse" ou a "droga canibal". O "krokodil", como é vulgarmente conhecido, é um opiáceo injetável, que consome, literalmente, o utilizador por dentro

No último fim-de-semana, cinco pessoas foram hospitalizadas em Chicago, com sintomas semelhantes aos relatados recentemente no Arizona e em Oklahoma. Um dos pacientes tinha já perdido partes significativas das pernas.

"É uma droga zombie - mata literalmente de dentro para fora", explica Abhin Singla à CNN, um especialista em toxicodependência.

O Krokodil (pronunciado como "crocodilo" em inglês) provoca nos utilizadores uma espécie de escamas verdes ou pretas na pele, o que lhe justifica o nome mas os sintomas vão muito além disso: Produz danos graves nas veias e infecões que rapidamente evoluem para gangrena e necrose, abrindo autênticos buracos no corpo das vítimas.

Até agora não é casos oficiais de casos de adição desta droga, mas o crescente número de casos a procurarem ajuda médica com sintomas claros estão a deixar as autoridades médicas alarmadas.

Segundo um estudo internacional, estima-se que 100 mil pessoas na Rússia e cerca de 20 mil na Ucrânia tenham injetado a droga em 2011, altura em que, especulam os especialistas, terá havido maiores dificuldades em adquirir heróina. 

O Krokodil é muito mais barato que a heróína e pode ser facilmente produzido em casa, como as metanfetaminas, com recurso a codeína (analgésico comum), produtos de limpeza de cozinha e casa de banho, ácido clorídrico, fósforo e solventes como gasolina.