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Pistorius: 'Pensava que Reeva estava na cama quando disparei'

Mundo

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Reuters

Numa audiência marcaa pelos esforços da defesa em descartar a hipótese de premeditação no homicídio da namorada o atleta paralímpico, o acuasado relatou que ouviu um barulho na casa de banho e disparou sem acender a luz, julgando que Reeva Steenkamp estava deitada

Na versão de Oscar Pistorius, lida pelo seu advogado de defesa, a noite que antecedeu o homicídio da namorada foi "tranquila", na sua casa num condomínio de luxo nos arredores de Pretória. A modelo terá feito uns exercícios de yoga enquanto o atleta via televisão, antes de ambos se irem deitar. De madrugada, relatou o atleta bi-amputado, acordou e foi até à varanda sem as próteses nas pernas, quando ouviu um barulho na casa de banho. "Senti um terror a apoderar-se de mim", admite, alegando que voltou para dentro de casa, pegou na arma e dirigiu-se à casa de banho sem acender as luzes.

O testemunho acrescenta ainda que só quando viu a cama vazia é que lhe terá ocorrido que poderia ter disparado sobre Reeva Steenkamp. "Morreu nos meus braços", conta.

Esta versão dos acontecimentos na noite de 13 para 14 de fevereiro contrasta com a da acusação, que alega que os dados do caso apontam claramente para homicídio premeditado: o atleta teria colocado as próteses e andado sete metros antes de disparar quatro vezes contra a porta da casa de banho onde se encontrava a namorada.