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Pentágono acusa ex-militar de violar confidencialidade sobre morte de Bin Laden

Mundo

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O Pentágono considera que o ex-militar que participou na operação em que Osama Bin Laden foi morto e escreveu um livro - contradizendo a versão oficial sobre o que passou naquele dia - violou o compromisso de confidencialidade

"No entendimento do Departamento de Defesa houve um incumprimento substancial e uma violação da confidencialidade a que se comprometeu", refere uma carta enviada pelo máximo representante legal do Pentágono ao ex-militar que escreveu o livro e se apresenta com o pseudónimo Mark Owen.

Na mesma carta é referido que o Departamento de Defesa norte-americano "tem em vista recorrer a todos os meios legais disponíveis contra [o ex-militar] e todos os que com ele cooperaram".

As autoridades norte-americanas relembraram o ex-militar da sua obrigação de "nunca divulgar" informações secretas.

"Este compromisso continua a ser válido mesmo depois de deixar o serviço", refere o jurista na carta, indicando que o militar assinou o acordo a 24 de janeiro de 2007 e deixou o Exército a 20 de abril deste ano.

Contrariamente às regras, Mark Owen não submeteu o manuscrito do livro ao Pentágono ou à CIA antes da sua publicação.

O lançamento do livro "Um dia difícil: A explicação em primeira-mão da missão que matou Bin Laden", com uma tiragem inicial de 300 mil exemplares, estava prevista para 11 de setembro, mas foi antecipado para o dia 4.

Face às contradições entre a versão oficial sobre a forma como morreu Bin Laden no Paquistão e o relato do ex-militar, a Casa Branca já veio dizer que a informação oficial divulgada sobre a operação era "incompleta". 

"Trabalhamos para conseguir informação o mais rapidamente possível (...) e a informação inicial acabou por ser incompleta", disse o porta-voz da Casa Branca, Jay Carner, em conferência de imprensa.

 

O porta-voz negou-se, no entanto, a comentar especificamente as contradiçõe.