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Pais desesperados à espera de notícias crianças desaparecidas

Mundo

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Com duas escolas primárias atingidas pelos ventos de 300 kms/hora do tornado de segunda-feira, dezenas de famílias em Moore vivem horas de angústia

À porta de uma igreja em Oklahoma, num terreno agora enlameado, familiares das crianças desaparecidas ouvem com expectativa os nomes lidos em voz alta - são os sobreviventes do devastador tornado de segunda-feira, que matou, pelo menos, 20 crianças, e que estão a ser encaminhados para aquele local. 

Mas se o momento, para uns, é de alegria, para outros, a angústia aumenta com a ausência de notícias. 

Um reporter fotográfico da Associated Press relata um cenário de destruição onde antes existia uma das escolas primárias. Polícia e bombeiros não medem esforços para remover os escombros e ajudar as crianças a sair.

À Associated Press, um pai, Murray Evans relata que nem foi trabalhar segunda-feira para ficar perto da escola dos filhos, depois de ter ouvido as previsões de tempestade, que se confirmaram. Quando chegou à escola, teve de esperar numa longa fila de pais que também tinham ido buscar as suas crianças. Evans e os filhos, de nove e sete anos, chegaram bem a casa, mas ainda a tempo de ver o furacão aproximar-se.

Shelli Smith, por seu lado, teve caminhar vários quilómetros para se reunir com os filhos. Às 17h00 de segunda-feira encontrou a filha, de 14 anos, mas para encontrar o filho, de 16, sem telemóvel, e com várias estradas cortadas, teve de caminhar três horas.