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OMS corrige afirmação de que gregos estão a injetar-se com vírus da sida para receber subsídios

Mundo

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Reuters

Há toxicodependentes gregos que se injetam VIH para receber um subsídio de 700 euros, revela uma investigação da Organização Mundial de Saúde. Um erro no relatório inicial criou polémica, por dar ao fenómeno uma dimensão maior do que. na realidade, terá

Ao debruçar-se sobre o impacto da crise nos países europeus, a Organização Mundial de Saúde (OMS) concluiu que a taxa de infeção com o vírus da sida aumentou "significativamente" na Grécia e que cerca de metade das novas infeções resultam do uso de agulhas contaminadas. Destes casos, "alguns", diz a OMS, "estão deliberadamente a infligir-se o vírus". O motivo: Receber 700 euros por mês e, em alguns casos, pode ter rapidamente acesso a programas de recuperação de toxicodependência.

Por lapso, um primeiro comunicado da OMS, divulgado esta manhã pelos meios de comunicação de vários países, mencionava que "mais de metade dos novos casos de VIH eram auto-infligidos".

A investigação da OMS detetou igualmente um aumento da prostituição, "provavelmente como resposta às dificuldades económicas".

Dados do Centro Helénico para a Prevenção e Controlo de Doenças, conhecido como Keelpno, mostram que a taxa de infeção por VIH quase triplicou nos últimos 10 anos, passado de 3,9 casos em casa 100 mil pessoas, em 2003, para 10,9 em 2012.

No ano passado, foram registadas 1.190 infeções, enquanto em 2003 tinham sido "apenas" 434.