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Obama garante a Hollande que algumas revelações sobre escutas foram 'deturpadas'

Mundo

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O Presidente norte-americano, Barack Obama, falou ao telefone com o homólogo francês, François Hollande, em plena controversa nascida das revelações sobre as atividades de espionagem dos Estados Unidos em França, algumas das quais "deturpadas", segundo a Casa Branca

Durante esta chamada, Obama e Hollande "falaram das recentes revelações na imprensa, algumas das quais deturparam a nossa atividade e outras levantam questões legítimas para os nossos amigos aliados sobre a forma como estas ações (de vigilância) são realizadas", precisou a presidência norte-americana em comunicado, citado pela Agência France Presse.

François Hollande exprimiu a Barack Obama a sua "profunda reprovação" relativamente à espionagem da NSA, a Agência Nacional de Segurança dos Estados Unidos, a dezenas de milhares de comunicações telefónicas em França, "práticas inaceitáveis" entre aliados e amigos, segundo um comunicado da Presidência francesa. 

O documento precisa que os dois responsáveis "sublinharam que as operações de recolha de informação devem ser enquadradas, nomeadamente num quadro bilateral".

Antes deste contacto, o primeiro-ministro francês, Jean-Marc Ayrault, disse que estava "profundamente chocado" com os relatórios de que a NSA monitorizou secretamente dezenas de milhares de conversas telefónicas com França e exigiu uma explicação. 

O embaixador norte-americano em França, Charles Rivkin, foi chamado ao Ministério dos Negócios Estrangeiros em Paris em protesto, com base em informações do ex-analista de segurança norte-americano Edward Snowden, publicadas pelo Le Monde e pelo semanário alemão Der Spiegel.

O Governo francês pediu ao embaixador dos Estados Unidos garantias de que a intercepção de comunicações francesas deixou de ser feita, informou o Ministério dos Negócios Estrangeiros francês, depois de novas revelações sobre espionagem norte-americana.

O embaixador norte-americano, Charles Rivkin, foi chamado ao Quay D'Orsay, com caráter de urgência, depois de o jornal Le Monde noticiar, na sua página de internet, que a Agência Nacional de Segurança dos Estados Unidos fez 70,3 milhões de registos de dados telefónicos de franceses num período de 30 dias, entre finais de 2012 e princípios de 2013.