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Obama adiou ameaça de ataque à Síria

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O Presidente norte-americano adiou a ameaça de intervir militarmente na Síria, depois do regime do Presidente sírio, Bashar al-Assad, ter acolhido o plano russo

O Presidente norte-americano, Barack Obama, adiou, esta noite, a ameaça de intervir militarmente na Síria, depois do regime do Presidente sírio, Bashar al-Assad, ter acolhido o plano russo, decidindo dar uma oportunidade à diplomacia.

No seu discurso a partir da Casa Branca, Obama afirmou ter pedido ao Congresso norte-americano para adiar uma votação sobre o projeto de resolução autorizando os Estados Unidos a intervir militarmente na Síria, defendendo que deve ser dada uma oportunidade ao plano delineado por Moscovo para neutralizar as armas químicas sírias.

"Eu pedi, por isso, aos líderes do Congresso que adiassem a votação para autorizar o uso da força enquanto prosseguimos neste caminho diplomático", afirmou Barack Obama, num discurso a partir da Casa Branca, transmitido em direto pela televisão.

Obama afirmou que irá manter-se pessoalmente em contacto com o Presidente da Rússia, Vladimir Putin, e que o seu secretário de Estado, John Kerry, vai rumar a Genebra para conversações com o seu homólogo russo na quinta-feira.

O Presidente norte-americano, Barack Obama, considerou ser "muito cedo para dizer" se a proposta russa para que regime sírio ceda o controlo do seu arsenal químico dará resultado, mas acolheu-a como uma alternativa à ação militar.

"Qualquer acordo deve verificar se o regime de [Bashar al-]Assad mantém os seus compromissos", afirmou Obama, no seu discurso de 15 minutos à nação, a partir da Casa Branca.

Contudo, realçou, "esta iniciativa tem potencial para eliminar a ameaça das armas químicas sem recurso ao uso da força, particularmente porque a Rússia é um dos mais fortes aliados de Assad".