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Mulher morre na Índia após ataque com ácido

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Outras duas vítimas de ataques com ácido, fotografadas em 2003

Getty Images

Uma mulher morreu e outras três sofreram ferimentos na sequência de um ataque com ácido perpetrado pelo amante da vítima mortal no estado indiano de Madhya Pradesh, no centro do país

A mulher, de 28 anos, encontrava-se em casa dos pais na cidade de Porsa, quando o suspeito, identificado como Yogendra Singh Tomar, entrou na vivenda às primeiras horas de sábado e lançou ácido contra a vítima, disse o superintendente local, Irshad Wali.

A mulher morreu, este domingo, no hospital enquanto as duas primas e a sua avó resultaram feridas do ataque.

"O acusado tinha uma relação sentimental com a vítima mortal. Contudo, esta não queria viver com ele e, por isso, o suspeito atacou-a com ácido, explicou Irshad Wali.

A vítima mortal, com dois filhos, divorciou-se e iniciou uma relação, há cerca de um ano, com o homem que a matou.

Na Índia, os ataques com ácido são frequentemente cometidos por pretendentes que, após rejeitados, procuram arruinar a vida das suas vítimas.

Não existem dados precisos sobre o número destes ataques, no entanto, a organização `Stop Acid Attacks` ("Parem os ataques com ácido") regista três agressões semanais com recurso a produtos químicos.

O ataque ocorreu depois de o Supremo Tribunal da Índia ter ordenado, na semana passada, a restrição à venda de ácido no país precisamente para reduzir as agressões contra mulheres, além do pagamento de compensações às vítimas deste tipo de ataque.

Os estados indianos têm três meses para aplicar a nova legislação que estabelece que os comerciantes devem registar a identidade dos compradores de ácido e informar de cada uma das vendas às autoridades locais, caso contrário serão alvo de multas de até 50 mil rupias (640 euros).

Por seu lado, instituições como hospitais deverão nomear uma pessoa responsável pela posse e segurança do ácido, bem como assegurar que ninguém sai das instalações com produtos químicos.

O Governo indiano endureceu as penas contra este crime em março, na sequência da violação coletiva, em Nova Deli, de uma jovem universitária, em dezembro, a qual acabaria por falecer mais tarde, cujo caso desencadeou uma onda de protestos sem precedentes contra a condição da mulher naquele país asiático.

A nova lei pune os ataques com ácido com penas de prisão que vão dos oito aos 12 anos.